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Reserva de emergência: veja como criar e as melhores alternativas sobre onde aplicar

Saiba o que fazer para esse dinheiro não se desvalorizar e estar sempre à disposição

22 julho 2021 - 11h30Por Redação SpaceMoney

O futuro quase sempre é imprevisível e é difícil saber quando uma situação inesperada, como a perda do emprego ou uma doença na família, chegará para virar nossa vida financeira de cabeça para baixo. Por isso, criar uma reserva de emergência é um dos passos mais importantes para quem busca uma vida financeira saudável. 

Se você ainda não sabe como criar o seu “colchão de renda”, nós trazemos em detalhes neste texto. Mas, se você já aprendeu a se organizar e já conta com esse recurso (ou está separando um valor por mês com esse objetivo), como fazer para esse dinheiro não se desvalorizar e estar sempre à disposição? Confira!

Inflação, a inimiga das suas economias

A reserva financeira de emergência é como seguro de vida: a gente tem, mas não queremos precisar utilizar. Então, se tudo der certo, ela ficará “parada” por anos. E é aí que está o problema: dinheiro é um ativo que se desvaloriza ao longo do tempo, então guardar debaixo do colchão é uma péssima ideia. Veja um exemplo a seguir.

O Plano Real foi criado em 1994 e deu fim à época de hiperinflação no Brasil, quando, de um dia para o outro, os produtos tinham seus valores remarcados e as pessoas corriam para o supermercado assim que recebiam o salário. De lá para cá, os preços ficaram mais “comportados” e previsíveis, mas a inflação segue tirando valor do nosso bolso nos bastidores. 

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), nos 26 anos entre a chegada do real e o ano passado, os preços tiveram alta de mais de 500%.

Em termos práticos, isso significa que quem tivesse R$ 100 no bolso naquela época teria o poder de compra de mais de R$ 600 hoje em dia. Em contrapartida, os R$ 100 de hoje equivalem a ter apenas R$ 16 reais naquela época.

Para quem tem curiosidade, no site do Banco Central há uma calculadora que “corrige” os valores de acordo com inflação, taxa de juros, entre outros indexadores. Confira neste link.

Esse efeito lento e gradual de desvalorização pode tornar sua reserva financeira menos efetiva ao longo do tempo. Como contornar esse problema?  A resposta é simples: investindo o capital. Porém, há uma estratégia certa para fazer isso e não perder dinheiro.

Risco x liquidez x rentabilidade acima da inflação

Os três aspectos do título acima devem ser levados em consideração na hora de aplicar a sua reserva de emergência.

Em resumo: não pode ser uma carteira muito arrojada, com alta exposição a risco, uma vez que pode estar em um ciclo de desvalorização quando você precisar; deve ser “líquida”, isto é, fácil de ser sacada, com poucas burocracias e com o mínimo de perdas de rendimento no momento da liquidação; e, finalmente, precisa ter rentabilidade suficiente para cobrir a inflação. 

Onde encontrar essa combinação de segurança, fácil acesso e rentabilidade constante e acima da inflação?

Há alguns anos, a resposta seria simples: caderneta de poupança. Porém, quem deixou seus recursos nessa aplicação em 2020 perdeu mais de 2% no ano.

Enquanto a poupança rendeu 2,11% no período, o IPCA (inflação oficial do Brasil) ficou em 4,52%. Por isso, se você não quer perder dinheiro, é melhor procurar outras opções. Abaixo, selecionamos alguns produtos de renda fixa que combinam com uma carteira de reserva de emergência.

Títulos e fundos

Se o objetivo é ter segurança, já podemos riscar da lista a renda variável – ações, mercado futuro e câmbio – e investimentos alternativos, como crowdfunding de investimento ou criptomoedas; e focar na renda fixa, especificamente nos títulos públicos e privados. 

Confira as melhores alternativas:

Tesouro Selic

O Tesouro Direto pode ser considerado o investimento mais seguro do mercado de capitais; afinal, é uma dívida do governo brasileiro com você, o que torna o risco de inadimplência quase nulo.

Além disso, a liquidez desses títulos é diária, o que significa que os recursos podem ser resgatados a qualquer momento sem perda de rendimento. Porém, é preciso ter atenção na hora de comprar.

Como indicamos neste item, o título mais atrativo para uma reserva de emergência é o Tesouro Selic, que tem rentabilidade atrelada à taxa básica de juros e, mais importante: diferentemente dos títulos prefixados ou vinculados ao IPCA, não sofre marcação a mercado.

Ou seja: não há risco de perder dinheiro caso o título seja vendido antes do vencimento. Os títulos do tesouro nacional também têm ótima liquidez: o resgate é realizado em um dia útil.

CDB com liquidez diária

Os Certificados de Depósito Bancário, títulos privados de renda fixa emitidos pelos bancos, também são boas opções para aplicação da reserva financeira.

Em termos de segurança, não oferecem a mesma solidez dos títulos públicos, mas os bancos brasileiros também estão longe da falência. Então, pode-se considerar que os CDBs são seguros. 

Há títulos com diferentes prazos de vencimento, liquidez e rentabilidade, então procure dar preferência para os que têm liquidez diária. A lógica é a mesma que explicamos acima: você não sabe quando precisará sacar, então o ideal é que possa fazer isso a qualquer momento sem prejuízos.

Em geral, a rentabilidade segue o CDI (Certificado de Depósito Interbancários), sempre oscilando em torno da Selic.

Fundos de investimento em renda fixa

A sua reserva de emergência é uma carteira de investimentos e, por isso, pode (e deve) ser diversificada.

Os fundos de investimento são opções interessantes para alocar uma parte dos seus recursos por oferecerem rentabilidade acima dos títulos públicos e privados. Além disso, é possível encontrar opções com combinações de ativos de baixo risco, liquidez diária e taxas de administração convidativas. 

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