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Dúvidas sobre em que investir após a alta da Selic? Cenário é favorável para a renda fixa pós-fixada

A escolha da pós-fixada pelos analistas do mercado se baseou na expectativa de estar se iniciando um ciclo de altas da taxa básica de juros

24 março 2021 - 17h05Por Guilherme Roque

Com o aumento da taxa básica de juros, a Selic, para 2,75% ao ano, a renda fixa voltou ao radar dos investidores. Isso porque diversas aplicações desse segmento têm seus rendimentos atrelados à taxa e acabam se beneficiando do aumento.

Entretanto, especialistas afirmam que a melhor opção, no momento, são os investimentos em renda fixa pós-fixada, cuja rentabilidade acompanha os movimentos de alguns indexadores da economia, como a própria Selic e a inflação (IPCA). Isto é, nessa categoria, o investidor fica exposto aos altos e baixos dos indexadores.

A escolha da pós-fixada pelos analistas do mercado se baseou na expectativa de estar se iniciando um ciclo de altas da taxa básica de juros. O aumento recente já foi acima do esperado pelo mercado e elevou as previsões futuras. Segundo o último boletim Focus, divulgado no dia 22 deste mês, a expectativa para a Selic neste ano é de 5%. Já para o final de 2022, está em 6%.

Instituições financeiras já revisaram para cima o ciclo de altas da Selic. O banco Morgan Stanley, por exemplo, elevou sua projeção  para o fim de 2021 de 4,25% para 5% ao ano, acreditando em uma postura mais agressiva do Banco Central. Já o Credit Suisse elevou a 6,5% a projeção para a taxa ao fim dos anos de 2021 e 2022.

Outro fator que contribuiu para a preferência pela renda fixa pós-fixada foram os aumentos contínuos da taxa básica de juros (IPCA) e a expectativa de que esse aumento se prolongue. A expectativa do mercado para 2021 para o IPCA passou de 4,60% para 4,71%, segundo o último boletim Focus. Para 2022, o mercado financeiro subiu de 3,50% para 3,51% a previsão de inflação.

“Hoje, com a taxa em elevação, as pós-fixadas ganham relevância. Principalmente quem está com investimentos em LFT (Letra Financeira do Tesouro Nacional) para um curto prazo, que vai surfar até onde o ciclo [de altas] se interromper”, afirma Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos.

“Outro investimento interessante no momento é a inflação, com as NTN-Bs [Tesouro IPCA+] que pagam o IPCA. Isso se torna atrativo uma vez que a gente está vendo o avanço do IPCA a curto prazo”, complementa.

O conselho é investir no Tesouro IPCA+, que são títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional e que pagam uma taxa fixa mais a variação da inflação. Outra alternativa são os títulos privados emitidos por bancos, como as letras financeiras (LCIs, LCAs, CDBs), mas é preciso investir nos que sejam pós-fixados e remunerados pelo CDI, o indexador que acompanha a Selic.

“Se o investidor não quer se arriscar, não quer se expor e acha que a taxa de juros vai continuar subindo, e quer aproveitar essa subida, aí é melhor ficar em títulos pós-fixados”, observa Filipe Ferreira, diretor da Comdinheiro.

Nem tudo é renda fixa

Apesar da atratividade da renda fixa ter aumentado recentemente, o recomendado é que todo investidor tenha um nível de diversificação, em vez de alocar todo o seu patrimônio em uma única classe de ativos.

Ao diversificar seus investimentos, o investidor fica mais seguro quanto aos ganhos e perdas associados à oscilação dos seus ativos: a perda de um pode ser compensada pelo ganho de outro.

“É interessante você ter uma diversificação. Isso não quer dizer que exista uma receita idêntica para todo mundo. Isso vai depender muito do seu perfil. Se você tem um perfil mais conservador, você vai ter uma exposição ao risco menor. De maneira análoga, se você tiver um perfil mais arrojado, não significa que você vai ter zero em renda fixa, mas significa que você vai ter uma exposição ao risco maior, e aí isso vai depender, evidentemente, do seu perfil”, diz Étore.
 

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