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Dia Mundial sem Carro: o meio ambiente e o seu bolso agradecem

Data estimula formas de deslocamento menos poluentes e mais sustentáveis, além de possibilitar um alívio nos gastos com combustíveis, mas 46% dos brasileiros ainda a desconhecem, diz pesquisa

22 setembro 2021 - 12h12Por Lucas de Andrade

Hoje, 22 de setembro, celebramos o Dia Mundial sem Carro. A data foi criada na França em 1997 e vários países do continente europeu passaram a adotá-la ao longo dos anos 2000. 

Com o intuito de promover reflexão sobre o uso excessivo de automóveis e estimular as pessoas a experimentarem meios de transporte alternativos — coletivos ou individuais — menos poluentes e mais sustentáveis, as comemorações da data se espalharam pelo mundo.

O movimento completa 20 anos de chegada ao Brasil.

As primeiras onze cidades a aderirem à data, em 2001, foram Porto Alegre, Caxias do Sul e Pelotas (RS); Piracicaba (SP); Vitória (ES); Belém (PA); Cuiabá (MT), Goiânia (GO); Belo Horizonte (MG); Joinville (SC) e São Luís (MA).

Na cidade de São Paulo, as atividades relacionadas à data começaram dois anos depois, mas passaram a contar com o apoio da prefeitura apenas em 2005.

A despeito da atenção que a data recebe nos meios de comunicação, ela ainda é desconhecida da maioria dos brasileiros.

Um levantamento feito pela empresa de telefonia TIM, realizado entre os dias 30 de agosto e 5 de setembro deste ano, revela que 46% dos brasileiros nunca ouviram falar na data. Dos 58.312 pesquisados, apenas 28% disseram já ter ouvido falar sobre o Dia Mundial sem Carro, mas não “conheciam bem”.

Ações pelo país

Muitas ações estão programadas para comemorar a data. Desde o último sábado (18) até o dia 25, o estado de São Paulo realiza a Semana da Mobilidade 2021, com atividades organizadas pela STM (Secretaria dos Transportes Metropolitanos).

Nas linhas 4-Amarela e 5-Lilás, uma campanha, em parceria com o Instituto Alana e a organização Parents for Future, vai abordar os riscos da poluição para as crianças. As portas do trens foram adesivadas e vídeos serão veiculados nos monitores dos trens e estações.

Ainda hoje (22), a EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo) realiza um evento com atividades educativas no Mirante do Parque Estadual Cândido Portinari. 

A empresa inaugura também a exposição de fotografias EMTU - Olhar Metropolitano. A mostra reúne fotos de dezoito passageiros da rede de transporte intermunicipal que participaram de um concurso com 264 inscritos.

No Rio de Janeiro (RJ), a concessionária Metrô Rio pretende plantar mil sementes de árvores nativas da Mata Atlântica em comunidades da Zona Norte da cidade. A cada 500 embarques de passageiros, uma árvore será plantada. A iniciativa conta com o apoio da ONG Argilando.

A expectativa da empresa, com a mobilização dos usuários, é chegar ao fim do dia com mil espécies a serem semeadas nas localidades escolhidas. 

Segundo a concessionária, o modal emite cerca de 15 vezes menos gases do efeito estufa em relação ao carro. Cada composição, composta por seis vagões, corresponde, em número de passageiros, a vinte e três ônibus convencionais ou a 1.200 carros particulares - considerada a estimativa de ocupação média de 1,5 passageiro por veículo de passeio.

Em Curitiba (PR), às 18h30, ocorre a Marcha das 2021 Bicicletas. A concentração será na Praça Santos Andrade, em frente ao Prédio Histórico da Universidade Federal do Paraná (UFPR). 

Organizadores do evento, que pertencem à Bicicletada Curitiba, recomendam que os ciclistas usem máscaras e álcool em gel.

Carros aos milhões

De acordo com dados do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), a frota nacional de automóveis chegou à marca de 58 milhões.

Só o estado de São Paulo contabiliza uma frota de 19 milhões de carros registrados na base de dados do Departamento Estadual de Trânsito do Estado de São Paulo (Detran.SP) - cerca 33% dos automóveis cadastrados no país. 

Desse contingente, 6,2 milhões de automóveis estão registrados na capital paulista - 11% da frota nacional. Ou seja: com uma redução de 10% na circulação em um dia, São Paulo teria 620 mil carros a menos, diminuindo a poluição e, de quebra, gerando também economia para o bolso.

Quanto você poderia economizar hoje?

Além do ganho ambiental (principal bandeira do movimento), deixar o carro em casa às vezes também pode ajudar o bolso. Um dos motivos é a escalada de preços dos combustíveis neste ano. 

Segundo levantamento da FGV (Fundação Getúlio Vargas), de agosto deste ano, o preço da gasolina na bomba já acumula alta de mais de 40% no acumulado dos últimos 12 meses. 

E subiu mais na última semana: de acordo com relatório da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgado na última quinta-feira (17), o preço médio da gasolina subiu pela 7ª semana consecutiva em postos de todo o Brasil.

O valor aumentou de R$ 6,059 para R$ 6,076 por litro na comparação com a semana anterior.

Do bairro Vila Matilde, zona leste de São Paulo, até à Avenida Paulista, principal centro empresarial e ponto mais conhecido da cidade — um exemplo comum de caminho diário de um trabalhador que sai de pontos periféricos da cidade para trabalhar no centro —, as pessoas se deslocam, diariamente, por cerca de 40 quilômetros.

Com o valor do litro da gasolina a R$ 6, o custo médio para um motorista abastecer um carro popular 1.0 (com consumo médio de 15km/l em perímetro urbano) seria de R$ 15 por dia - aproximadamente 2,6 litros.

Na mesma região, o valor do estacionamento sai, em média, de R$ 17 a diária. Um mensalista gastaria pouco mais de R$ 200, representando cerca de R$ 10 por dia útil.

Esse trabalhador, ao deixar o carro em casa e utilizar o metrô (cuja passagem custaria R$ 8,80 para o trajeto de ida e volta entre a Vila Matilde e a Av. Paulista), economizaria R$ 16 no dia. Isso parece pouco, mas, considerando 20 dias úteis no mês (caso o carro ficasse sempre em casa), a economia seria de mais de R$ 300.

Usar o transporte público não é a única opção para quem quer deixar o automóvel encostado alguns dias do mês. Confira algumas dicas:

Pequenas práticas ajudam o meio ambiente e aliviam o bolso

Caronas

Agora que você viu quanto pode economizar e quantos carros estão em circulação, fique calmo: você não precisa radicalizar e abandonar completamente o veículo, mas pode colaborar com a redução da quantidade dos mesmos nas ruas. 

Junte-se a colegas de trabalho que moram próximo, que sigam o seu mesmo trajeto ao trabalho. Se esse não for o seu caso, procure por aplicativos que organizam deslocamentos coletivos com outras pessoas como o Waze Carpool, Uber, 99 e táxis.

Nos filtros desses aplicativos, você pode oferecer ou aceitar carona somente de quem trabalha no mesmo prédio ou na mesma rua. 

Pedale!

Se você mora perto do seu trabalho, dê uma chance à sua bicicleta. Algumas cidades até mesmo oferecem aluguel de bikes. Algumas empresas também possuem os bicicletários adequados para você guardá-la.

Mas antes, veja se a sua bicicleta está em bom estado e compre alguns itens de segurança, como o capacete. Não se esqueça de testar o trajeto para ter certeza da sua segurança e opte por caminhos que têm ciclovias e ruas com menos movimento. 

Transporte público

Você também pode colaborar com o movimento ao deixar o seu carro na garagem por mais alguns dias e usar o transporte público para chegar aos seus compromissos. Experimente utilizar metrôs, trens e ônibus ao menos em alguns dias da semana.

O impacto vai ser positivo tanto para o meio ambiente quanto para o seu bolso.

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