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Via Varejo

Via Varejo salta mais de 6% com lucro contábil de R$ 65 mi no 2º trimestre

13 agosto 2020 - 11h33Por Investing.com
Por Gabriel Codas - Investing.com - Nos primeiros negócios da manhã desta quinta-feira na B3, as ações da Via Varejo (SA:VVAR3) operam com ganhos, se alternando com a Marfrig (SA:MRFG3) a maior alta do Ibovespa. A companhia reportou ontem, após fechamento do mercado, que teve lucro líquido contábil de R$ 65 milhões no segundo trimestre, revertendo prejuízo de R$ 162 milhões de um ano antes, com forte desempenho do comércio eletrônico, uma vez que medidas de isolamento por causa da pandemia de Covid-19 elevaram as vendas online. O resultado também veio acima da previsão dos analistas de mercado. A mediana do consenso era lucro de R$ 37 milhões. Por volta das 10h37, os papéis disparavam 6,55% a R$ 19,35, com um volume de negociação de R$ 711,02 milhões. O desempenho das ações da Via Varejo contribui para a alta do Ibovespa, que sobe 0,79% a 102.921 pontos. “Passamos a explorar ao máximo o ecommerce, com muito sucesso, atingindo resultados expressivos”, destacou a dona das redes Ponto Frio e Casas Bahia, entre outras, em documento sobre o balanço divulgado na noite de quarta-feira. Ainda assim, a companhia teve prejuízo operacional de R$ 176 milhões, em razão da queda de receita, custos fixos vinculados ao fechamento de lojas na pandemia e aumento da despesa financeira. Mas a perda foi menor do que um ano antes (296 milhões de reais). Visão dos analistas Para a XP Investimentos os resultados referentes ao segundo trimestre da Via Varejo mostraram um progresso importante do processo de digitalização da companhia. Em especial, destaque para a forte aceleração da operação de e-commerce, com um crescimento anual de 280% das vendas online, e a melhora substancial da rentabilidade, com expansão de 3,4 pontos percentuais da margem bruta na comparação anual, apesar da maior participação do canal digital; A equipe espera uma reação positiva do mercado. No trimestre, eles observaram um progresso contínuo em relação ao plano de reestruturação da empresa, com avanço significativo da infraestrutura digital e multicanal da companhia. Além disso, a melhora relevante da rentabilidade foi acima daquela estimada pelo consenso de mercado (ainda que abaixo da expectativa). Logo, os analistas acreditam que exista espaço para revisões positivas de estimativa. Eles reiteram a recomendação de Compra com preço-alvo de R$ 28,0 ao final de 2020 Na avaliação da Mirae Asset, foi um resultado sólido, superior ao esperado e com a surpresa do forte crescimento nas vendas online. A equipe avalia que empresa vem conseguindo fazer o seu dever de casa de aumentar as vendas online e melhorar cada vez mais o seu aplicativo / site e para recuperar o espaço perdido no passado para as concorrentes. Em um cenário de juros e de inflação baixos e melhora do seu canal digital, a corretora espera números ainda melhores para os próximos trimestres. Balanço O resultado também contempla crédito transitado em julgado de ICMS na base PIS/Cofins totalizando 364 milhões de reais no segundo trimestre. A receita líquida caiu 12,4%, para 5,28 bilhões de reais, enquanto a receita bruta recuou 7,8%, a 6,46 bilhões de reais, mas com alta na margem bruta de 27,9% para 35,3%. A receita bruta nas lojas físicas caiu 63%, a 2,18 bilhões de reais, enquanto do online saltou quase 300%, a 4,28 bilhões de reais. As vendas totais do ecommerce, incluindo marketplace, e lojas (GMV - Gross Merchandise Volume) ficaram quase estáveis (+0,5%) no segundo trimestre, a 7,26 bilhões de reais, enquanto o GMV apenas do comércio online, incluindo marketplace, saltou para 5 bilhões de reais, de 1,3 bilhão um ano antes. No segundo trimestre, as despesas com vendas, gerais e administrativas cresceram 0,7%, para 1,365 bilhão de reais, com aumento também do percentual em relação à receita para 25,9%, de 22,5% um ano antes. Excluindo fatores não recorrentes, essas despesas caíram 9,7%. A inadimplência acima de 90 dias alcançou 13,5% no final do trimestre, mas a companhia disse que observou forte melhora dos recebimentos durante maio e junho, e que julho e agosto continuam fortes. “Esperamos durante o terceiro trimestre recuperar o atraso gerado pelo fechamento das lojas.” Em julho, essa taxa ficou em 9%. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) cresceu 71,7% no segundo trimestre ante o mesmo período do ano anterior, para 532 milhões de reais, com margem Ebitda avançando de 5,1% para 10,1%. Em termos ajustados, totalizou 555 milhões de reais (+45,7%), com a margem subindo a 10,5%. O Ebitda ajustado operacional teve acréscimo de 76%, a 314 milhões de reais, com alta de 2,9 pontos percentuais na margem Ebitda operacional ajustada, a 5,9%. A companhia atribuiu o resultado a fatores como “a excepcional venda do canal online, a evolução de margem de produtos e as ações de redução de despesas fixas e variáveis”. O resultado financeiro líquido de efeitos não recorrentes ficou negativo em 323 milhões de reais, alta de 18% ano a ano, representando 6,1% da receita líquida, ante 4,6% um ano antes, afetado por CCB (cédula de crédito bancário) e alongamento de dívidas. A Via Varejo disse que encerrou o segundo trimestre com uma posição de caixa total de 7,4 bilhões de reais e caixa líquido ajustado de 2,9 bilhões de reais, incluindo a carteira de recebíveis não descontados e alongamento via instrumento financeiro de dívida. (Com contribuição de Reuters)
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