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UBS vê forte crescimento do e-commerce; banco prefere Mercado Livre e Magalu

03 junho 2020 - 16h22Por Investing.com
Por Gabriel Codas Investing.com - O UBS divulgou nesta quarta-feira relatório com avaliação do varejo na América Latina, que antecipa em um ano, para 2024, a estimativa do comércio eletrônico chegar ao patamar de 10% do setor. Para o banco de investimentos, Mercado Livre (NASDAQ:MELI) e Magazine Luiza (SA:MGLU3), com classificação Overwatch, são as preferidas para ganhar exposição à tendência de comércio eletrônico, embora B2W (SA:BTOW3) e Via Varejo (SA:VVAR3) também sejam beneficiários diretos. Os analistas reiteraram a visão favorável dos fatores de crescimento secular dual do eCommerce e pagamentos do Mercado Livre e a execução omnicanal do Magazine Luiza. Os preços-alvo foram elevados de R$ 64 para R$ 90, no caso da B2W; de R$ 27 para R$ 30, para Lojas Americanas (SA:LAME4); de R$ 10 para R$ 12, para Via Varejo (SA:VVAR3) e de R$ 53 para R$ 70, no caso de Magazine Luiza. No caso de B2W e Via Varejo, acelerar as vendas de comércio eletrônico primário (1P) foi uma surpresa positiva contra as expectativas no início do ano; possuir estoque foi uma vantagem para B2W, Via Varejo e Magazine Luiza durante esse período de isolamento. Embora a mudança de participação de mercado continue sendo o foco principal do investidor, eles acreditam que vários players de comércio eletrônico podem se beneficiar da maré crescente do setor. No documento, o banco prevê que, entre os anos 2019-25, o comércio eletrônico no Brasil deve crescer três vezes em reais (+ 20% CAGR), no México em 2,9x em pesos (+ 20% de CAGR) e, na Argentina, em 10,0x em pesos (+ 47% de CAGR ) Em termos de dólares, incorporando movimentos adversos no acumulado do ano para as moedas da América Latina, vemos o comércio eletrônico global da América Latina crescer 1,9x entre 2019 e 2025, para um CAGR de US $ 12%. Os analistas preveem 11,5% de penetração no comércio eletrônico da América Latina em 2025 (acima de 4,9% em 2019), acima da estimativa anterior de 10,4%. As tendências globais suportam a análise: cinco anos após atingir o limite de 5%, a penetração do comércio eletrônico na Alemanha, Reino Unido, EUA e Coréia do Sul atingiu em média 9,1%. Com o impulso das tendências de isolamento, eles acreditam que uma trajetória moderadamente mais rápida na América Latina é razoável. O relatório aponta que os mercados da América Latina já estavam preparados para ver as tendências de comércio eletrônico melhorarem. Com a penetração de smartphones se aproximando dos 70%, as empresas que investem em logística e a proliferação de plataformas de atendimento, os fatores que possibilitam o crescimento do comércio eletrônico estão em vigor. Do lado do consumidor, a pesquisa AlphaWise de novembro de 2019 mostrou que 90% dos consumidores no Brasil e 87% no México haviam comprado on-line nos últimos 12 meses. A frequência de pedidos relatados aumentou (em comparação com uma pesquisa de 2017) e as preocupações com o tempo de entrega mostraram sinais de alívio. As medidas de isolamento social mantiveram os consumidores em casa (e fora das lojas), servindo como um catalisador para desbloquear o potencial crescimento do comércio eletrônico. Na pesquisa AlphaWise Brasil e México, as atividades on-line mostraram um notável aumento nos níveis de participação e engajamento nos últimos meses. Em relação a 2020, o ano está se mostrando de crescimento acelerado (MSe+40% a/a para o comércio eletrônico no Brasil). A análise mostra que o comércio eletrônico nos mercados da América Latina tem um histórico de crescimento, mesmo durante as crises econômicas. Essa desaceleração é diferente, pois o pano de fundo do Varejo sem lojas estimula uma troca de ações on-line que supera os efeitos macro negativos. Mercado Livre, B2W, Via Varejo e Magazine Luiza apontaram para acelerar o valor bruto de vendas (GMV) ou o crescimento de pedidos em abril. Olhando especificamente para o Brasil, o UBS vê uma cadência trimestral de 2020 de + 22% de crescimento do comércio eletrônico no 1T, + 67% no 2T, + 44% no 3T e + 31% no 4T, para um crescimento de 2020 de +40% a a (em reais).
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