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Trump suspende negociação de estímulos até eleição e instala aversão a risco

06 outubro 2020 - 17h11Por Investing.com

Por Leandro Manzoni, da Investing.com - O presidente dos EUA Donald Trump ordena, no Twitter, a suspensão da negociação até às eleições do pacote de estímulos fiscais para combater os impactos da crise do coronavírus. O acordo era negociado entre o Secretário do Tesouro, Steve Mnuchin, e a presidente da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi.

A decisão de Trump instalou o sentimento de aversão a risco nos mercados mundiais, sem o Ibovespa escapar. O principal índice acionário brasileiro reverteu alta de quase 0,5% para uma queda de 0,74% a 95.381 pontos às 16h06, na mínima do dia. A cotação do dólar em relação ao real também foi afetada, com a moeda americana saindo de uma leve baixa e subindo 0,59% a R$ 5,6077, com máxima em R$ 5,6162.

Os índices de Wall Street também saíram de um leve avanço e passaram para o terreno negativo, com perdas acima de 1%. Por volta das 16h05, o índice Dow Jones recuava 1,37%, S&P 500 caía 1,46% e a Nasdaq tinha baixa de 1,72%.

Justificativas

Trump afirma que um dos motivos do desalinhamento é o valor do pacote de estímulo. Ele acusa Pelosi de pedir US$ 2,4 trilhões de ajuda principalmente para estados governados por democratas, enquanto o presidente havia colocado na mesa US$ 1,6 trilhão.

Além disso, Trump justificou a suspensão do acordo até as eleições citando a recuperação econômica, o mercado acionário em patamares recordes e a diminuição da taxa de desemprego e aumento do emprego. E pediu para o líder republicano no Senado, Mitch McConnell, que dedicasse mais tempo à indicação de Amy Coney Barrett para a Suprema Corte, no lugar da juíza Ruth Bader Ginsburg, que faleceu em 18 de setembro.

https://twitter.com/realDonaldTrump/status/1313551794623127552

"Nancy Pelosi está pedindo 2,4 trilhões de dólares para resgatar estados democratas, mal administrados e com alto índice de criminalidade, dinheiro que não está de forma alguma relacionado à Covid-19. Fizemos uma oferta muito generosa de US $ 1,6 trilhão de dólares e, como sempre, ela não está negociando de boa fé. Estou rejeitando seu …"

Powell vê risco de "dinâmica recessiva"

A recuperação econômica dos Estados Unidos continua longe de ser concluída e ainda pode cair em uma espiral descendente se o coronavírus não for efetivamente controlado e o crescimento sustentado, alertou nesta terça-feira Jerome Powell, chair do Federal Reserve, em um pedido de mais ajuda às empresas e famílias norte-americanas.

"A expansão ainda está longe (de ser) concluída. Nesta fase inicial, eu argumentaria que os riscos da intervenção da política monetária ainda são assimétricos. Muito pouco apoio levaria a uma recuperação fraca, criando dificuldades desnecessárias para famílias e empresas", disse Powell em comentários preparados para discurso online à National Association for Business Economics.

"Os riscos de exagero parecem, por enquanto, menores. Mesmo que as ações de política (monetária) acabem se revelando maiores do que o necessário, elas não seriam desperdiçadas. A recuperação será mais forte e avançará mais rápido."

Powell não mencionou nenhum outro programa do Fed além da quase dúzia de medidas lançada a partir de março, muitas ainda inexploradas e deixando potencialmente trilhões de dólares à disposição de empresas e mercados de crédito.

Mais auxílios

No entanto, membros do Congresso norte-americano e do governo Trump permanecem em um impasse quanto a mais auxílio federal direto às famílias, empresas e governos locais, medida que muitos no Fed e em outros lugares consideram vital neste estágio da recuperação dos EUA.

Até agora, observou Powell, o pior foi evitado. Empréstimos do governo para pequenas empresas e benefícios de auxílio-desemprego aprimorados têm "apoiado uma recuperação forte, mas incompleta, da demanda, e -- por enquanto -- substancialmente silenciaram a dinâmica recessiva que geralmente ocorre durante uma crise", com menos falências e menos demissões permanentes do que teria acontecido de outra forma.

*Com Reuters

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