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China

Trump ameaça México e derruba mercados; China também preocupa; Dow cai 1% nos mercados futuros

31 maio 2019 - 10h14Por Angelo Pavini
Os mercados acionários estão em forte queda nesta sexta-feira, repercutindo novos sinais de instabilidade geopolítica que podem afetar o crescimento mundial, e indicadores mais fracos da China. O Índice Dow Jones Futuro cai mais de 1% e o DAX, de Frankfurt, 1,7%. Os juros nesses países também estão em queda, indicando maior procura por proteção dos investidores. Nos EUA, o fundo com cotas negociadas em bolsa que reproduz o MSCI Brasil, o EWZ, iniciou os negócios em queda de 0,8% e o Ibovespa futuro estava em baixa de 0,62% às 9h20.

Quem paga o muro

Ontem, o presidente Donald Trump decidiu abrir uma nova frente na guerra comercial e impor tarifa de 5% sobre bens importados do México. A medida vale a partir de 10 de junho, e será aplicada para conter o que ele chama de crise de imigração ilegal. Impedido de fazer o muro na fronteira pelos democratas, que não aceitaram destinar verba extra no orçamento para o muro, Trump cumpre a promessa de tentar fazer com que os mexicanos paguem a obra via aumento de tarifas de importação.

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Já é consenso nos EUA, porém, que o aumento de impostos sobre importados do México só vai encarecer os produtos para os americanos, que vão acabar pagando o muro de qualquer jeito. A tarifa pode chegar a 25% em outubro, segundo um comunicado da Casa Branca. Hoje, uma equipe de representantes do governo mexicano deve ir a Washington tentar uma negociação.

Novo fator de tensão

Segundo o Departamento Econômico do Bradesco, essa nova tensão, somada ao conflito comercial entre EUA e China, que nesta semana ganhou novos contornos com a ameaça chinesa de restrição de venda de metais de terras raras, mantém os investidores cautelosos. Na Ásia, os pregões fecharam o dia em baixa, refletindo também o recuo do PMI chinês da indústria – que apontou contração da atividade. “O mercado aumentou bastante o receio com relação à guerra comercial com essa disputa agora entre EUA e México”, diz Pablo Stipanicic Spier, diretor da corretora Mirae Asset. “Todos estão sem rumo, pois parece que os EUA podem fazer o que quiserem, afirma. Há ainda a reação da China, retaliando os EUA, ameaçando cortar o fornecimento de terras raras, que são metais caríssimos e fundamentais para a indústria eletrônica. Para complicar mais o cenário externo, o PMI chinês da indústria também veio pior e petróleo cai um pouco.

Vencimento do mercado futuro afeta dólar

Já no mercado local, Spier chama a atenção que hoje é fim de mês e é o dia em que é calculada a taxa do dólar PTax, que vai servir de referência para a liquidação e rolagem dos contratos futuros de dólar na B3. Isso aumenta a especulação e a volatilidade dos mercados, pois qualquer centavo para cima ou para baixo no preço do dólar pode significar milhões de lucros ou prejuízos para os investidores. E as notícias internas trazem muita volatilidade ainda. “Será um dia arisco, é difícil prever a tendência do dólar, pois além das tensões há a disputa pela PTax, mas pode-se esperar muita oscilação”, diz Spyer.

Peso mexicano é destaque de queda

No mercado de câmbio internacional, o destaque é a depreciação do peso mexicano, devido às ameaças de Trump. Também as commodities são afetadas, pela nova guerra comercial, ou migratória, e pela fraqueza da China, maior consumidor mundial de matérias-primas. O petróleo cai também pelo recuo aquém do esperado nos estoques americanos. As commodities agrícolas e metálicas também apresentam desempenho negativo.

De olho no emprego e na fusão BRF-Marfrig

No Brasil, o mercado deve reagir ao resultado de emprego da Pnad Contínua de abril, a ser divulgada pelo IBGE, e que pode confirmar se o desaquecimento da economia confirmado pelo PIB divulgado ontem vai continuar ou piorar. Deve repercutir ainda a fusão entre BRF e Marfrig, anunciada ontem após o fechamento, o que deve atingir os papéis da JBS.

China mais fraca ameaça PIB mundial

Em maio, o índice gerente de compras industrial (PMI, na sigla em inglês) da China caiu pelo segundo mês consecutivo. O indicador recuou 0,7 ponto no mês, alcançando 49,4. As expectativas do mercado eram de uma ligeira queda de 0,2 ponto. Com isso, o PMI voltou a ficar abaixo do nível neutro de 50 pontos, sugerindo modesto recuo da atividade industrial no período. Os detalhes do relatório mostram retração dos componentes de produção e de novos pedidos, principalmente os de exportação, refletindo a nova escalada do conflito comercial com os Estados Unidos. Já o PMI não-manufatureiro permaneceu estável em 54,3 no mesmo período, em linha com o esperado e em patamar superior ao neutro, de 50, o que indica crescimento. Para o Bradesco, os números mais fracos indicam que os estímulos do governo chinês à economia devem continuar presentes. Entretanto, os impactos dessa nova escalada do conflito comercial com os Estados Unidos colocam um viés de baixa para a expectativa do banco de um crescimento de 6,0% para o PIB chinês em 2019. Adicionalmente, os indicadores antecedentes das economias chinesa e europeia sugerem desaceleração da atividade global neste trimestre, diz o banco. O post Trump ameaça México e derruba mercados; China também preocupa; Dow cai 1% nos mercados futuros apareceu primeiro em Arena do Pavini.
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