sábado, 27 de novembro de 2021
arrecadação

Setor de seguros cresce 4,9% no ano até abril

14 junho 2019 - 17h13Por Angelo Pavini
O ritmo de expansão da arrecadação de prêmios continua discreto nos quatro primeiros meses do ano, mesmo com o forte crescimento apresentado por alguns ramos no período, como Marítimos e Aeronáuticos (52,5%), Crédito e Garantias (38,4%), Patrimoniais (16,1%) e Planos de Risco em Cobertura de Pessoas (14,8%). Nos quatro meses do ano, o crescimento foi de 4,9%, totalizando R$ 81 bilhões (sem Saúde e sem DPVAT) quando comparado com igual período do ano passado. Os dados constam da nova edição da publicação Conjuntura CNseg. Em 12 meses, o crescimento foi ainda mais discreto, 0,1%, não sustentando a trajetória de crescimento e “flertando com uma retração”. De janeiro a abril de 2019, houve outras modalidades com trajetória na casa de dois dígitos ou perto disso em termos de crescimento, mas sua participação de mercado não foi suficiente para puxar o resultado do setor de forma significativa.  Transporte (10,3%), títulos de Capitalização (9,8%) e Seguro Rural (6,5%) estão entre os exemplos de comportamento positivo. No acumulado do ano, os seguros de Automóveis e os Planos de Acumulação em Cobertura de Pessoas, entretanto, tiveram discreta queda de arrecadação até abril de 2019: -0,4% e -0,6%, respectivamente, colocando para baixo um crescimento mais vistoso, por conta de seu peso no resultado final.

Crescimento de 0,1% em 12 meses

Segundo a CNseg, a rigor, todo o mercado sente os reflexos do baixo crescimento da economia, taxa de desemprego elevada, freio nos investimentos, entre outros fatores que frustram o potencial de negócios do setor. Prova disso é que, na série de dados de 12 meses móveis, o crescimento que vinha sendo observado desde o início de 2019 foi quase anulado com a inclusão do resultado de abril, atingindo só 0,1% de alta.

Previdência privada capta menos

Quanto aos Planos de Acumulação, os planos de previdência privada, depois de um começo de ano promissor, os resultados dos últimos dois meses mostram que os efeitos adversos do pessimismo generalizado com a economia, a renda crescendo em ritmo lento e os baixos patamares das taxas de juros têm afetado diretamente a arrecadação desses produtos, em contexto de menor capacidade de poupança das famílias brasileiras. Tais efeitos não têm sido compensados, ao menos até agora, pelas discussões da reforma da Previdência, diz a CNseg. Após ensaiar alguma recuperação entre o final do ano passado e o início deste ano, especialmente no produto PGBL, os Planos de Acumulação (excluindo os Planos Tradicionais) apresentaram queda de 9,2% em abril em relação ao mesmo mês de 2018. No ano, a queda é de 0,6%. Só o VGBL apresentou queda de 9,7% em abril sobre o mesmo mês do ano passado, revertendo todo o resultado alcançado desde fevereiro e passando a acumlar queda de 1% na arrecadação do ano. Já o PGBL registrou queda de 3,1% em abril em relação ao mesmo mês do ano passado e a arrecadação no ano caiu de 6,4% para 3,9% até abril.

Automóveis crescem em abril, mas desaceleram em 12 meses

O seguro Automóvel, produto de maior arrecadação do segmento, mantém o comportamento volátil dos últimos meses e, depois de experimentar queda de 5,6% em março, cresceu 1,4% em abril na comparação com o mesmo mês do ano passado. Tal resultado reforça a tendência de desaceleração da arrecadação do produto no acumulado de 12 meses, que ocorre desde maio de 2018: de 3,7% em março, passou para 2,5% em abril. A desaceleração da arrecadação do seguro Automóvel acompanha uma redução dos sinistros ocorridos – fator importante no estabelecimento do prêmio nesse seguro – , que desaceleram desde meados de 2017 e apresentaram, em abril, queda de 0,1% no acumulado de 12 meses. Acompanha também a moderação no crescimento das vendas de veículos novos, clara nos dados da Anfavea. Também pode ser associada ao desempenho menos favorável do produto a atuação irregular das associações e cooperativas de proteção veicular, em um momento de baixo crescimento da renda real das famílias e desemprego ainda alto. Sobre a CNseg A Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg) congrega as empresas que compõem setor, reunidas em suas quatro Federações (FenSeg, FenaPrevi, FenaSaúde e FenaCap). O post Setor de seguros cresce 4,9% no ano até abril; automóveis e previdência privada têm queda apareceu primeiro em Arena do Pavini.
Dicas valiosas sobre investimentos e notícias atualizadas,
cadastre-se em nossa NEWSLETTER!

ou fale com a SpaceMoney: 

Rev Content