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Sem sinais positivos de Trump, Ibovespa mantém queda e dólar continua subindo

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Apesar da grande expectativa gerada nesta terça-feira (12) pelo discurso do presidente dos EUA, Donald Trump, a fala não trouxe novidades em relação ao acordo tarifário entre China e EUA. Com isso, o Ibovespa, principal índice acionário da B3, a bolsa de valores brasileira, manteve sua trajetória de queda dos últimos dias, registrando desvalorização de 1,60%, aos 106.629 pontos, às 15h55.

Dólar

Por sua vez, no mesmo horário, o dólar comercial estava cotado R$ 4,166, com alta de 0,56% frente ao fechamento de ontem, refletindo a aversão a risco dos investidores, temerosos pela escalada de turbulências em Hong Kong e ansiosos por avanços no acordo tarifário entre China e EUA.

Cenário externo

América Latina

Os investidores estão apreensivos com a América Latina em razão de sua constante instabilidade. A volta do kichnerismo, na Argentina, os constantes protestos contra Sebastián Piñera, presidente do Chile, e, recentemente, a renúncia à presidência de Evo Morales, no Chile, pressionado por uma junta militar, causam apreensão nos investidores.

Cenário interno

Instabilidade brasileira

Entre as preocupações dos investidores, a insegurança jurídica é um dos pontos importantes. A decisão da semana passada do Supremo Tribunal Federal (STF), que mudou sua opinião novamente sobre a prisão antes do trânsito em julgado, reforçaria a instabilidade no país.

A possibilidade de união da oposição no Congresso e no Senado, somada à especulação sobre uma possível saída do presidente, Jair Bolsonaro, do seu partido, o PSL, podem frear a aprovação do pacote de reformas, entregue pelo presidente na semana passada, chamado pelo governo de Mais Brasil.

Trabalho Verde e Amarelo

Foi anunciada ontem (11) a criação do Contrato Verde e Amarelo, que busca inserir jovens de 18 a 29 anos no mercado de trabalho. Segundo o governo, por meio da redução de taxas, os custos para o empregador pode ser de até 30%. A expectativa é que se crie até 1,8 milhão de empregos de até 1,5 salário mínimo até 2022.