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Safra monta carteira defensiva com aposta em setor de energia

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A carteira de abril do Banco Safra conta com quatro saídas após desvalorizar mais que o Ibovespa em março. A equipe decidiu montar um portfólio mais “defensivo”, e optou pela entrada de três companhias de energia elétrica, da CPFL, Engie, Energisa, e a maior varejista do ramo farmacêutico, Raia Drogasil (RD). A decisão é pensada sobre empresas que devem reagir melhor à crise causada pelo coronavírus.

Via Varejo, Eletrobras, BR Distribuidora e MRV foram excluídas da carteira após quedas do faturamento no setor de serviços, além da redução na atividade industrial de alguns segmentos. 

A CPFL oferece boa distribuição de dividendos e tem crescido com aquisições no segmento de distribuição e geração, dizem analistas. As ações da Energisa e Engie são consideradas parte da “estratégia de mitigação do coronavírus”. Já a RD foi escolhida porque o setor de medicamentos deve ser o mais “resiliente” durante a pandemia, justifica a equipe do Safra.

A Petrobras não sofreu menos que as outras empresas que compõem a carteira, mas o Safra a manteve no portfólio. “Apesar do colapso dos preços do petróleo e da menor demanda pela commodity em meio à crise do coronavírus, nossos analistas mantêm os papéis preferenciais da Petrobras na carteira”, dizem analistas.

Eles finalizam a avaliação da Petro ressaltando que “o foco da estatal é na geração de caixa e controle de custos. Além disso, as ações da Petrobras seguem negociando com desconto em relação a seus pares globais.”

Composição: Bradesco (BBDC4), Banco do Brasil, B3, Pão de Açúcar, Localiza, Magazine Luiza, Petrobras (PETR4), Bradespar (BRAP4), Vale, BRF, Santander (SANB11), Iguatemi, CPFL, Engie Brasil, Hapvida, Raia Drogasil, TIM, Movida e Energisa (ENGI11).