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SLC Agrícola (SLCE3): Bradesco BBI eleva recomendação, mas corta preço-alvo

Analistas incorporam às suas projeções o desdobramento das ações na proporção 1:2, como anunciado em dezembro passado

SLC -
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O Bradesco BBI elevou sua recomendação de venda à neutra para as ações de SLC Agrícola (SLCE3), com preço-alvo ajustado a R$ 21,00, de R$ 41,00 anteriormente – em razão do desdobramento de ações na proporção 1:2 anunciado em dezembro passado.

Em relatório, os analistas José Ricardo Rosalen e Leandro Fontanesi citam que, desde fevereiro de 2022, os papéis apresentaram um desempenho inferior ao Ibovespa (IBOV) em 25%, num reflexo a um cenário que se deteriorou a partir da queda dos preços dos grãos.

“Após esse desempenho inferior, acreditamos que agora a relação risco e retorno parece bem equilibrada. Notavelmente, o guidance da empresa já incorporou a maior parte do risco negativo relacionado à safra 2023-2024”, apontaram os analistas.

A SLC Agrícola revisou recentemente seu guidance de produção para incorporar a redução das áreas plantadas de soja e milho de 8,00% e 30,00%, respectivamente, na comparação com igual período do ano anterior, parcialmente compensadas por um aumento da área plantada de algodão de 17,00%.

Mesmo com essas premissas mais fracas, o Bradesco BBI acredita que a empresa trilha no caminho certo para entregar um EBITDA (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 2,5 bilhões em 2024, alinhada à expectativa do consenso.

Os papéis negociam atualmente a 6,70x o múltiplo EV/EBITDA esperado para 2024, amplamente em linha com sua média histórica de 6,5x.

“Vemos risco limitado de queda para a ação, uma vez que o guidance atual da SLC já está abaixo da última previsão da Conab para as culturas de soja e milho no Brasil. Inclusive, novas revisões para baixo nas estimativas da Conab poderão exercer pressão altista sobre os preços dos grãos nos próximos meses. O retorno do La Niña, que seria positivo para os preços dos grãos, poderia nos tornar mais otimistas em relação às ações, enquanto possíveis revisões para baixo no guidance (orientação) da empresa poderiam nos fazer rebaixar novamente a recomendação para as ações”, completaram Fontanesi e Rosalen.