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Petrobras (PETR4): nomeação de Paes de Andrade e queda do Brent podem impulsionar ações, diz BTG

Analistas veem que a resposta política dada à política de preços dos combustíveis vai fazer com que a responsabilização dos reajustes recaia inteiramente sobre a companhia

05 julho 2022 - 12h12Por Redação SpaceMoney
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Em relatório publicado nesta terça-feira (5), o BTG revisou suas estimativas para os papéis preferenciais da Petrobras (PETR4). Analistas projetam que a queda de 5% do petróleo Brent nas últimas duas semanas e meia pode impulsionar as ações.

A desvalorização da commodity, segundo o banco, foi fruto das preocupações de uma recessão nos EUA começaram a atingir as estimativas de crescimento da demanda.

O BTG destaca ainda que o diesel da Costa do Golfo (referência para a maioria das importações do Brasil) despencou 13,0%.

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Combinado com o aumento de 14% no preço do diesel da PETR, isso empurrou os preços locais para um pequeno desconto de 2% na paridade de importação (IPP), apesar do real cada vez mais fraco, diz o BTG.

Em razão disso, analistas veem abertura de um espaço para um momentum melhor para as ações PETR4 nas próximas semanas.

“Além disso, a mera aprovação de Caio Paes de Andrade como presidente na semana passada cria uma narrativa de mudança que deve reduzir as pressões do Congresso sobre a política de preços da empresa por enquanto, embora nossa tese base ainda considere que o estatuto da Petrobras preservará o status quo”, disse o BTG.

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Assumido o fornecimento de diesel no Brasil como seguro desde que os descontos para o IPP não ultrapassem 20-30% (corroborado por dados acumulados), PETR4 parece ter uma “gordura” antes de ter que aumentar os preços novamente, detalha o BTG. 

A avaliar ainda o comportamento do setor petrolífero no longo prazo, os investidores se beneficiariam de um dividend yield (rendimento do dividendo) de 20% em 2023 com o Brent a US$ 90 por barril (21% abaixo dos preços à vista) e menores spreads de refino, pois reduziria as chances de ser usado como ferramenta política.

Ao mesmo tempo, o BTG não descarta uma recuperação dos preços do petróleo no curto prazo dependente de como algumas variáveis macro evoluam nas próximas semanas, o que pode trazer rapidamente a Petrobras de volta aos holofotes.

Com os impostos sobre os combustíveis já em níveis muito baixos, o BTG acha que o ônus dos preços mais altos dos combustíveis no Brasil agora vai recair quase inteiramente sobre a companhia.

“Faltando menos de 90 dias para o primeiro turno da eleição presidencial, essa pode ser uma combinação perigosa que pode compensar parcialmente seus fundamentos”, projetam os analistas.

Em razão disso, o BTG preferiu manter sua recomendação neutra para Petrobras (PETR4), com preço-alvo de R$ 41,00. As ações derretiam 4,26%, a R$ 27,90, às 11:56.

 

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