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BR, Ultrapar e Cosan

Confira recomendações da Ativa Investimentos para o setor de distribuição de combustíveis

07 dezembro 2020 - 12h29Por Redação SpaceMoney

Após a divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2020 das companhias de distribuição de combustíveis, a corretora Ativa Investimento atualizou suas recomendações dos papéis de três empresas do setor. 

Em um relatório divulgado na última quarta-feira (2), a corretora indica compra para a BR Distribuidora, com preço-alvo de R$ 30,90 por ação; já para Ultrapar e Cosan a posição é neutra. 

Uma gigante do setor

A Petrobras Distribuidora possui a maior armazenagem logística e rede de postos do país, com 98 bases de armazenamento e 7.857 unidades. Para a Ativa, o alto número “pode lhe conferir vantagens de preço tanto importando como comprando combustível dos futuros novos donos de refinarias no Brasil”.

A empresa, que é uma ex-subsidiária da Petrobras, faz a distribuição e comercialização de derivados de petróleo, biocombustíveis, lubrificantes, emulsões asfálticas e produtos químicos. A BR atua nos setores de B2B, postos — com uma média 2,35 milhões de abastecimentos por dia — e aviação, no qual  atende 1,6 mil clientes e é a maior do Brasil no segmento.

Em seu relatório, a Ativa aponta que as mudanças na dinâmica de refino e o aumento da utilização de veículos elétricos pelas quais seu ramo de atuação passará “constituem fortes incertezas que podem trazer desdobramentos negativos ao futuro dos negócios da empresa”.

Contudo, a corretora enxerga os próximos anos da BR Distribuidora com bons olhos: “suas iniciativas de redução de custo e retomada de share podem ser exitosas a longo prazo e sua liderança nos setores em que atua pode lhe proporcionar relevante poder de barganha diante das mudanças pelas quais o setor passa”.

Ultrapar enfrenta desafios

Já para a Ultrapar, conglomerado nacional dos segmentos de distribuição de combustíveis, GLP, armazenagem, especialidades químicas e drogaria, a Ativa enxerga que “alterações regulatórias no setor de gás podem tornar sua atuação mais desafiadora”. Além disso, os preços de eteno o câmbio oferecem riscos na operação da Oxiteno, outra empresa do grupo.

 Mesmo na rede Ipiranga, que é o carro-chefe do conglomerado, a corretora ressalta que “uma menor demanda por combustíveis ou piora nas condições podem se mostrar prejudiciais à operação!.

Dessa forma, levando em consideração sua menor capacidade de armazenamento, a Ativa opta pela BR e aguarda “ainda as condições pelas quais Ultrapar pode adquirir uma das refinarias da Petrobras de forma individual” para mudar sua recomendação neutra.

Commodities trazem risco

Por fim, na avaliação da Cosan, holding que abrange as operações de Comgás, Moove e 50% da Raizen, em parceria com a Shell, a corretora entende que há “um hiato na operação da Raizen Combustíveis e algum grau de indefinição operacional na Compass, sobretudo após o adiamento de sua oferta de ações”.

A Raizen é a maior fabricante de etanol de cana de açúcar do Brasil e maior exportadora individual do globo. Esta liderança, apesar de benéfica, também traz riscos para as operações Cosan. 

“A companhia é amplamente dependente de preços de commodities negociados em mercados futuros. Alterações nos preços de açúcar e derivados de petróleo podem prejudicá-la financeiramente”, afirma a Ativa na justificativa de sua posição neutra.
 

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