quinta, 02 de dezembro de 2021
Varejo

Receita de varejistas sobe 23% no 3T, diz BTG; desempenho no online é destaque

24 novembro 2020 - 15h20Por Investing.com

Por Ana Carolina Siedschlag, da Investing.com - As vendas líquidas combinadas das varejistas brasileiras listadas subiram 23% na comparação anual, enquanto o Ebitda avançou 11% e o resultado líquido, 24%, disseram analistas do BTG Pactual (SA:BPAC11) em relatório desta terça-feira (24).

Segundo eles, companhias com fortes planos de expansão e execução de primeira linha como Magazine Luiza (SA:MGLU3), Arezzo (SA:ARZZ3), Lojas Quero Quero (SA:LJQQ3) e Mercado Livre (NASDAQ:MELI) são as mais bem posicionadas no curto prazo para aproveitar a nova fase do consumo no país.

Para o banco de investimentos, os resultados do setor varejista no terceiro trimestre não mostrou surpresas nos números, que já vinham melhorando desde o período anterior, mas deram fortes sinais da trajetória de recuperação à frente.

Os destaques foram a consolidação do crescimento do e-commerce, um aumento de vendas mesmas lojas em setembro e outubro, efeitos positivo do auxílio nos segmentos de alimentação e materiais de construção e uma melhoria no regime de custos, com o fato de que muitas lojas ainda estavam fechadas durante o período, aponta o relatório.

Crescimento do e-commerce

O banco de investimentos vê o “persistente” avanço do comércio online como um legado da pandemia para os próximos anos. Considerando somente Magazine Luiza, Via Varejo (SA:VVAR3) e B2W (SA:BTOW3), os maiores players listados do mercado no segmento, o volume bruto das mercadorias das lojas virtuais, ou GMV, na sigla em inglês, cresceu 112% no terceiro trimestre na comparação com 2019 e a expectativa dos analistas é que a Black Friday deste ano impulsione os números consolidados.

Para o ano que vem, eles alertam que é possível que o segmento online registre alguma desaceleração, considerando a forte base de comparação, o fim do auxílio emergencial e a exposição dessas empresas a categorias que explodiram este ano, como os eletrodomésticos da linha branca. Ainda assim, o relatório vê a tendência de consolidação como permanente, dado o forte investimento na área pelas companhias e a procura pela diversificação de produtos oferecidos.

O BTG Pactual também vê o retorno das compras pelos consumidores de renda mais alta, que correspondem por 70% do consumo no Brasil, mitigando parte do efeito negativo do fim do auxílio a partir de janeiro.

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