quarta, 08 de dezembro de 2021
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Privatização em pauta puxa nova alta da Telebras; alta dobra o preço em dois dias

22 agosto 2019 - 14h08Por Investing.com
Investing.com - A quinta-feira é mais um dia de expressiva valorização para as ações da Telebras, com os papéis ON (TELB3) saltando 39,63% a R$ 55,00 e as PN (TELB4) com ganhos de 19,81% a R$ 43,90. Na véspera, os ganhos foram, respectivamente, de 64,95% e 61,98%, fazendo que seus preços dobrassem em dois dias no caso das ordinárias. Na terça-feira, as ordinárias fecharam negociadas a R$ 23,88, enquanto que as preferencias a R$ 22,78. A estatal divulgou fato relevante destacando que foi informada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) de que a companhia está na lista de empresas que farão parte do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo federal, ou seja, que devem ser privatizadas. O anúncio das estatais incluídas no programa foi feito na quarta-feira, pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. O ministro disse que as estatais seriam vendidas já em 2019, mas o processo deve ser demorado. “Cada projeto poderá levar cerca de dois anos ou mais para análise”, lembra a Telebras, “considerando a necessidade de diversas considerações e valuation”. Além disso, a privatização de estatais precisa de aval da Câmara e do Senado.

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Em nota à CVM, a empresa destaca que a inclusão tem o objetivo de “estudar alternativas de parceria com a iniciativa privada, bem como propor ganhos de eficiência e resultado para a empresa, com vistas a garantir sua sustentabilidade econômico-financeira”. Ainda de acordo com o comunicado, está prevista a constituição de um Comitê Interministerial, com prazo de 180 dias para conclusão dos trabalhos, a partir da contratação dos estudos para a qualificação da Telebras ao PPI. Satélite bilionário Com o tema em pauta, a privatização será assunto central da audiência pública prevista para quinta-feira, 22, na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) para debater o uso do satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas, um investimento de R$ 2,7 bilhões iniciado no governo Dilma Rousseff e lançado no de Michel Temer. “É preciso que sejam melhor detalhadas as medidas que estão sendo tomadas para acelerar o processo de inclusão digital mediante o uso do satélite, bem como ter informações que possibilitem atestar a aderência do modelo adotado às necessidades brasileiras de conectividade”, justifica o autor da proposta, o deputado Zé Vitor (PMN-MG).
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