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Presidente do BC dos EUA e Previdência mais cedo animam mercados e Ibovespa sobe

05 junho 2019 - 09h15Por Angelo Pavini
Os mercados americanos subiram com força hoje com a expectativa de que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) corte os juros ainda este ano e puxaram as demais bolsas mundiais. A fala do presidente do Fed, Jerome Powell, hoje de manhã, reforçou essa expectativa, e os mercados futuros passaram a projetar 90% de chances de redução nas taxas ainda em 2019. Com isso, os mercados de ações se animaram. O Índice Dow Jones subiu 2,06% e o Standard & Poor’s 500, 2,14%, enquanto o Nasdaq ganhou 2,65%. Na Europa, o Índice Euro Stoxx 600 subiu 0,59%, com o DAX, de Frankfurt, em alta de 1,51%. Os juros dos títulos americanos voltaram a subir, sinal de menor demanda por proteção dos investidores, e o papel de 10 anos fechou pagando 2,13% ao ano, ou 0,06 ponto percentual de queda. No Brasil, o mercado acompanhou a alta externa e a possibilidade de o processo de reforma da Previdência andar mais rápido na Câmara. O Índice Bovespa fechou em alta de 0,37%, aos 97.380 pontos. O dólar comercial recuou, acompanhando o mercado externo, e fechou em R$ 3,8567 para venda, baixa de 0,831%. Já o dólar turismo caiu 0,74%, para R$ 4,01 para venda. Os juros futuros também caíram, com o contrato para janeiro de 2020 recuando para 6,235% ao ano, baixa de 0,03 ponto percentual. Para 2025, a taxa caiu 0,11 ponto, para 7,88% ao ano. Os dados fracos da economia, reforçados hoje com a produção industrial, em queda em abril em relação ao ano passado, mostram que a tendência dos juros ainda é de baixa, apesar da cautela do Banco Central (BC) em querer esperar a reforma da Previdência antes de cortar a Selic, hoje de 6,5% ao ano. Além do otimismo doméstico com o desenrolar da reforma da previdência, o dia positivo nos mercados globais ajudou a manter o índice em alta, diz o Banco Fator.

Relatório mais cedo

O Credit Default Swap (CDS, indicador do prêmio de risco cobrado pelos investidores) do Brasil recuou para 1,73 ponto percentual, retornando ao nível do início de maio. O motivo para a queda, segundo o Fator, seria o crescente otimismo dos agentes do mercado com a aprovação da reforma da Previdência. O relator Samuel Moreira (PSDB-MG) pretende entregar seu parecer nesta quinta-feira ou, no máximo, até a próxima segunda-feira, dia 10, antecipando o prazo anterior (dia 15).

Guedes na Câmara

A presença do ministro da Economia Paulo Guedes na Comissão Especial que discute a PEC da Previdência na Câmara hoje foi vista com bons olhos pelos investidores domésticos, apesar de o ministro não ter apresentado novidades e mantido seu discurso, diz o Fator. O destaque, tanto na fala de Guedes, quanto na dos deputados, é que a reforma não é mais vista como a salvação da Pátria e sim como uma das medidas necessárias, mas não suficiente para salvá-la.

Powell vê inflação baixa nos EUA

Segundo o Fator, o discurso de Jerome Powell concentrou as atenções do mercado internacional hoje. O presidente do Fed destacou o risco de desestabilizar os mercados financeiros ao utilizar a política monetária, ou seja, cortar os juros, para estimular o mercado de trabalho e elevar a inflação. Admitiu que a inflação americana está em nível inferior ao esperado, o que indica que os preços estão menos sensíveis ao forte desempenho do mercado de trabalho. Em relação ao tema, adicionou a preocupação com o risco de queda nas expectativas de inflação, se o nível da inflação continuar por longo período baixo, e, portanto, se tornaria mais difícil conduzi-la para meta. O post Presidente do BC dos EUA e Previdência mais cedo animam mercados e Ibovespa sobe apareceu primeiro em Arena do Pavini.
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