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Preços dos imóveis sobem menos que a inflação e setor vê retomada distante

18 junho 2019 - 16h33Por Angelo Pavini
Os preços dos imóveis residenciais medidos pelo IGMI-R/ABECIP para o Brasil em maio tiveram variação praticamente idêntica à observada no mês anterior (0,29% ante 0,28% em abril). A alta dos preços dos imóveis superou a inflação do mês passado, de 0,13%, segundo o IPCA. Já a variação interanual voltou a acelerar, registrando 1,38% em maio, contra os 1,09% em abril, mas bem abaixo da inflação do IPCA, de 4,66% nos 12 meses encerrados em maio. O índice é calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) usando dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

Recuperação de preços ainda não começou

As variações nominais positivas nos preços dos imóveis residenciais para o Brasil e a maioria das dez capitais analisadas pelo IGMI-R, tanto na perspectiva mensal quanto na do resultado interanual, ainda não resultam em recomposição dos valores dos imóveis em termos reais, afirma a Abecip. A leve alta configura mais o fim do processo de quedas nos valores nominais, com exceção do Rio de Janeiro. Para a Abecip, a probabilidade associada a uma recomposição efetiva de preços reais dos imóveis durante os próximos meses é pequena, levando em conta a continuidade das revisões baixistas em relação ao crescimento da economia brasileira, e os efeitos destas expectativas sobre o setor da construção civil.

Rio é destaque de queda

A única entre as dez capitais pesquisadas pelo IGMI-R a mostrar variação negativa dos preços dos imóveis residenciais foi o Rio de Janeiro, o que ocasionou uma nova queda na taxa acumulada em 12 meses, dos -1,08% de abril para -1,18% agora em maio. O gráfico abaixo mostra que a maior queda acumulada em 12 meses foi registrada no início de 2018, tendo recuado desde então. Entretanto, esta variação acumulada parece ter estabilizado em torno de -1% a partir do início de 2019.

Recuperação em SP, Salvador, BH, Curitiba e Porto Alegre

Já nos casos de Salvador, São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre, as variações acumuladas em 12 meses são positivas, e vêm acelerando nos últimos meses como mostra o gráfico abaixo.
Um terceiro grupo de capitais, formado por Goiânia, Brasília e Recife possuem trajetórias de crescimento acumulado em 12 meses também positivas, mas com menor intensidade e maior volatilidade nos últimos meses. O caso de Recife merece destaque pelo fato da variação interanual ter-se tornado positiva pela primeira vez na série histórica do IGMI-R agora em maio.
O post Preços dos imóveis sobem 0,29% em maio e 1,38% em 12 meses, menos que a inflação; setor vê retomada mais distante apareceu primeiro em Arena do Pavini.
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