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Petróleo tem alta com queda nos estoques, mas temor de Covid-19 limita ganhos

22 junho 2020 - 17h30Por Investing.com

Por Barani Krishnan

Investing.com - Os preços do petróleo subiam na segunda-feira (22), quando o mercado reagiu aos dados que sugerem uma queda nos estoques no centro de armazenamento para petróleo bruto entregue de contratos vencidos do WTI de Cushing, Oklahoma.

Os ganhos foram, no entanto, limitados pelas preocupações com o impacto econômico de uma enxurrada de novos casos de coronavírus que atingiram os estados do sul e do oeste dos EUA.

O WTI, negociado em Nova York, subia 84 centavos de dólar, ou 2,1%, a US$ 40,67 por barril às 16h47 (horário de Brasília), estendendo os ganhos de 9,6% da semana passada.

O Brent, referência mundial em petróleo negociada em Londres, subia 90 centavos de dólar, ou 2,1%, para US$ 43,09. O benchmark subiu 8,9% na semana passada.

"Há agora um cabo de guerra entre a melhoria da situação dos estoques de petróleo e o crescente medo sobre o que mais a pandemia poderia fazer para prejudicar a recuperação econômica", disse John Kilduff, sócio fundador do fundo de hedge de energia de Nova York Again Capital.

A empresa de inteligência energética Genscape informou que os estoques de Cushing caíram em 3,6 milhões de barris durante a semana terminada em 19 de junho, de acordo com mensagens de traders que tiveram acesso aos dados.

Por outro lado, o Seevol.com disse em um e-mail para o Investing.com que observou um aumento de 2,1 milhões de barris em Cushing.

Os traders estarão atentos para ver quão precisas são as estimativas de Genscape e da Seevol na quarta-feira, quando a Administração de Informações de Energia dos EUA relatar os saldos oficiais de petróleo e outros produtos petrolíferos na semana encerrada em 19 de junho.

Na semana anterior, terminada em 12 de junho, o EIA relatou uma queda de 2,6 milhões de barris por dia em Cushing, mas também aumentou o número do estoque total de petróleo dos EUA em 1,2 milhão de barris, para um recorde de 539,3 milhões.

Longe dos números dos estoques, os sinais de uma segunda onda do Covid-19 pesavam sobre o sentimento do mercado, limitando o lado positivo.

Pelo menos 22 dos 50 estados dos EUA relataram um aumento nos casos Covid-19 após reabrir suas economias nos últimos dois meses. No Arizona, um epicentro específico, as infecções aumentaram 54% em uma semana. Isso ocorre após mais de 2,4 milhões de americanos já terem sido infectados pelo coronavírus, com um número de mortos em 122.000. Um novo modelo da Universidade de Washington prevê 200.000 mortes por Covid-19 nos Estados Unidos até 1º de outubro.

O conselheiro de comércio da Casa Branca, Peter Navarro, disse no domingo que o governo está se preparando para uma possível segunda onda de Covid-19 neste outono, já que a maioria dos estados e territórios dos EUA registrou um aumento em sua média de sete dias de novos casos relatados após uma redução de medidas de distanciamento social. O presidente Donald Trump, em uma manifestação política no sábado, incentivou a desaceleração dos testes, argumentando que o aumento dos testes leva a que mais casos sejam descobertos.

A economia dos EUA encolheu 5% nos primeiros três meses de 2020, maior declínio econômico desde a Grande Recessão de 2008-09. Apesar de todos os estados do país terem reaberto a maior parte de sua economia após os bloqueios da Covid-19, os economistas ainda alertam para uma forte recessão no segundo trimestre.

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