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Petróleo em alta; cortes de produção podem ser ampliados

18 maio 2020 - 12h06Por Investing.com

Por Peter Nurse

Investing.com - Os preços do petróleo registraram fortes ganhos na segunda-feira (18), com investidores confiantes de que os cortes na produção e a flexibilização dos requisitos de distanciamento social continuarão a empurrar a oferta/demanda de volta à normalidade.

Às 13h35 (horário de Brasília), os contratos futuros do petróleo dos EUA eram negociados em alta de 9,18% a US$ 32,23 por barril, subindo para uma máxima de dois meses, enquanto o contrato de referência internacional Brent subia 8,68%, para US$ 35,33, atingindo seu melhor nível desde março.

Um fator que ajudou os ganhos foi um relatório divulgado pela Energy Intelligence na segunda-feira de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados, grupo chamado Opep +, pode estender os cortes acordados no início desta primavera para o resto do ano.

Arábia Saudita, Rússia e outros membros da aliança começaram recentemente a implementar o maior corte de produção já coordenado, na ordem de 9,7 milhões de barris por dia em maio e junho.

Esses cortes foram projetados para serem gradualmente reduzidos do segundo semestre deste ano até abril de 2022, mas o relatório sugere que o nível máximo de cortes pode continuar ao longo de 2020.

Não são apenas os membros da Opep + que estão cortando o fornecimento. Dados da Baker Hughes divulgados na sexta-feira continuaram mostrando um colapso na atividade de perfuração nos EUA, com o número de plataformas de petróleo ativas no país caindo 34 na semana, para um total de 258. O total de plataformas de petróleo caiu mais de 62% desde meados de março, a níveis vistos pela última vez em 2009.

Além disso, muitos países em todo o mundo estão em processo de suspender os estritos bloqueios de suas populações, permitindo o potencial de mais viagens. Vários estados dos EUA também estão levantando restrições - Geórgia, Carolina do Sul e Montana reduziram as restrições a partir de 15 de maio e outros, incluindo Texas, Maine e Illinois, reabriram parcialmente.

Com isso em mente, o Seevol.com prevê uma queda de 5,49 milhões de barris nos estoques em Cushing, Oklahoma, o ponto de entrega do WTI, quando os números oficiais forem divulgados quarta-feira.

Antes disso, os investidores ficarão atentos ao vencimento de terça-feira do contrato do WTI de junho, devido à turbulência no mês passado, que incluiu uma viagem ao território de preços negativos, depois que as posições foram liquidadas às pressas para evitar a entrega física.

"Há claramente uma sensação diferente no mercado de petróleo enquanto nos aproximamos deste vencimento do contrato, com cortes de produção sendo aplicados globalmente, por meio de acordos ou unilateralmente", disse Craig Erlam, analista de mercado sênior da OANDA, à Reuters.

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