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Petróleo desliza com previsões de estoques nos EUA e tensão na China

27 maio 2020 - 17h11Por Investing.com

Por Barani Krishnan

Investing.com - Os preços do petróleo caíam quase 4% na quarta-feira (27), após uma previsão de queda semanal menor nos estoques de petróleo bruto dos EUA e problemas políticos contínuos com o grande comprador China colocarem fim em um rali de dois dias apoiado em pouco mais do que exageros sobre a reabertura econômica dos EUA dos bloqueios pela Covid-19.

O contrato do WTI de julho caía US$ 1,65, ou 4,8%, para US$ 32,70 por barril às 16h20 (horário de Brasília).

O Brent, benchmark global para o petróleo negociado em Londres, caía US$ 1,48, ou 4,1%, para US$ 34,69.

Analistas acreditam que a Administração de Informação de Energia (EIA, na sigla em inglês) relatará na quinta-feira que os estoques de petróleo bruto dos EUA caíram cerca de 2,5 milhões de barris na semana encerrada em 22 de maio, representando quase metade da queda observada na semana anterior, terminada em 15 de maio.

O que pode compensar a menor redução de petróleo é o provável crescimento reduzido de estoques de destilados, que possivelmente aumentaram em 1,3 milhão de barris em comparação aos 3,8 milhões da semana anterior, indicam as previsões.

Ainda assim, os estoques de gasolina, número mais esperado do próximo relatório de EIA devido à demanda prevista no período que antecede a segunda-feira do feriado do Memorial Day, provavelmente caiu em apenas 33.000 barris. Embora esse número ainda tenha sido positivo em comparação com o crescimento de 2,8 milhões de barris da semana anterior, foi abaixo do esperado com base nas expectativas antes do feriado. Para ver todo o impacto das viagens rodoviárias do Memorial Day, os traders terão que esperar pelo próximo conjunto de dados, da semana que termina em 29 de maio.

Na quarta-feira, o WTI ainda estava em queda de 46% no ano. Porém, também subiu mais de 200% desde que atingiu a mínima de US$ 10,07 há um mês, impulsionado por um corte alarmante em plataformas de petróleo e fechamentos de poço por perfuradoras norte-americanas como resposta à queda na demanda por combustível causada pela Covid-19. O Brent também saltou no mesmo período com cortes na produção global coordenados pela Opep, embora seus ganhos não tenham sido tão grandes.

Além disso, o mais recente relatório da Comissão de Comércio de Futuros de Commodities dos EUA mostrou que sete semanas consecutivas de compra no WTI levaram a posição líquida comprada mantida por gerentes de dinheiro no petróleo dos EUA para uma alta de 20 meses.

"Devo admitir que o que realmente quero é dizer às pessoas é para não manterem posições longas no petróleo aqui, mas é difícil combater uma tendência e sempre difícil julgar quando a compra é feita", disse Scott Shelton, corretor de futuros de energia da ICAP em Durham, Carolina do Norte

“Existem muitos sinais de alerta por aí com o posicionamento da CFTC no WTI, margens fracas e provavelmente mais petróleo americano e canadense sendo produzido para junho. Embora tudo isso sugira que o mercado de WTI possa estar sujeito a uma liquidação, luto para combater os mercados de ações e as tendências COVID que são claramente ‘melhores que o esperado’. Também luto para combater os dados do inventário que são claramente ‘melhores que o esperado’. "

Os preços do petróleo também ficaram sob pressão depois que um juiz da Suprema Corte do Canadá decidiu contra Meng Wanzhou, diretor financeiro da gigante chinesa de tecnologia Huawei, que está lutando contra a extradição para os Estados Unidos por suposta violação das sanções dos EUA contra o Irã. A extradição de Meng poderia piorar os laços já tensos entre Pequim e Washington.

O secretário de Estado Mike Pompeo anunciou hoje que os EUA não consideram mais Hong Kong autônoma da China.

Uma potencial deterioração nas relações entre as duas maiores economias do mundo pode aumentar a pressão sobre os negócios globais e a demanda de petróleo já enfraquecida pela pandemia de coronavírus.

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