terça, 30 de novembro de 2021
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Petrobras recua após STF liberar venda de refinarias; petróleo pesa negativamente

02 outubro 2020 - 10h55Por Investing.com

Por Gabriel Codas, da Investing.com - Apesar da vitória obtida ontem (01) no Supremo Tribunal Federal (STF), as ações da Petrobras (SA:PETR4) operam com queda nesta sexta-feira, puxada pela desvalorização do petróleo. Na véspera, a corte liberou, por seis votos a quatro, o plano de venda de refinarias tocado pela estatal, sem necessidade de autorização pelo Congresso.

Porr volta das 10h50, os papéis preferenciais perdiam 2,17% a R$ 19,42.

A decisão representa uma vitória para o governo e aos propósitos de desinvestimento da estatal, que pretende vender oito refinarias, mais da metade de seu parque de refino, que conta com 13 unidades.

Os ministros analisaram a ação de forma cautelar, ou seja, a Corte ainda terá de se debruçar novamente sobre o assunto no futuro. O plano da estatal foi debatido na Suprema Corte por uma provocação do poder Legislativo. Em julho, as mesas do Senado, Câmara e Congresso pediram ao STF que impedisse a venda das refinarias da forma planejada pela Petrobras.

A XP Investimentos tem uma visão positiva do resultado para a Petrobras, dado que o plano de desinvestimento de ativos da companhia é de grande importância para a avaliação das ações da empresa.

Com base nos desinvestimentos de ativos de refino e gás natural (entre outros ativos) levantados pelos analistas, a estimativa é de uma oportunidade total de desinvestimento entre R$ 89 bilhões a R$115 bilhões para a estatal, o que se traduz em um valor adicional por ação de R$ 4,61-5,89/ação, e uma redução no endividamento entre (0,36)x e (0,46)x.

Petróleo

Os Futuros do Petróleo registram forte queda nesta sexta-feira. Na Bolsa Mercantil de Nova York, Os Futuros do Petróleo em Novembro foram negociados na entrega a US$ 36,77 por barril no momento da escrita, caindo 5,14%.

Em outra parte da ICE, O Petróleo Brent para entrega em Dezembro registra perdas 4,89% para negociação a US$ 38,93 por barril.

"A demanda global de petróleo está em estagnada", avalia o analista Jim Burkhard, da IHS Markit ao WSJ. "O grande aumento na demanda desde o baixo nível de abril está acabado em grande parte até que a covid-19 seja contida e vacinas eficazes estejam disponíveis", completa.

O quadro do consumo mundial da commodity acontece em um momento em que o persistente avanço do coronavírus ameaça o processo de retomada econômica. Nos Estados Unidos, por exemplo, a IHS Markit divulgou hoje que o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial dos Estados Unidos teve tímida variação positiva 53,1 para 53,2 na passagem de agosto para setembro. A previsão de analistas consultados pelo Wall Street Journal era de 53,5.

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