domingo, 28 de novembro de 2021
Oi

Oi se aproxima dos R$ 2 com oferta da Vivo, TIM e Claro, que também avançam

28 julho 2020 - 12h09Por Investing.com

Por Gabriel Coda, da Investing.com - Nos primeiros negócios da manhã desta terça-feira na bolsa paulista, as ações da Oi (SA:OIBR3) operam com forte valorização, depois que a Telefônica Brasil (SA:VIVT4), TIM (SA:TIMP3) e Claro informaram que aprovaram, em fatos relevantes na noite de segunda-feira, a revisão e prorrogação da oferta vinculante para aquisição do negócio móvel do Grupo Oi, com a apresentação de uma nova proposta de R$ 16,5 bilhões.

Por volta das 10h39, os papéis ordinários da Oi, que tem maior volume de negociação, disparavam 10,73% a R$ 1,96, enquanto os preferenciais estavam com negociações suspensas, sob leilão, mas com salto de 13,02% a R$ 2,17. O movimento é também seguido por Vivo, com ganhos de 1,61% a R$ 50,55 - com máxima em R$ 51,75 e TIM, que avançava 1,3% a R$ 14,76 - com pico em R$ 15,18. O Ibovespa recuava 0,2% a 104.274 pontos, com mínima em 103.591 pontos.

A nova oferta surgiu após a Oi anunciar que iniciou negociações exclusivas com outro comprador em potencial, a Highline do Brasil. A Highlina é uma empresa de soluções de infraestrutura para a indústria de telecomunicações, da gestora de private equity norte-americana Digital Colony. A Oi não divulgou o valor da oferta da Highline, mas afirmou que estava acima de 15 bilhões de reais.

Fatos relevantes

De acordo com os fatos relevantes, tal proposta conjunta, considera, adicionalmente, a possibilidade de assinar contratos de longo prazo para uso de infraestrutura com o Grupo Oi.

A oferta vinculante revisada foi submetida pelas partes acima indicadas, sendo sujeita a determinadas condições. Entre elas, especialmente a seleção das ofertantes como "stalking horse", com o direito de oferecer valor maior do que eventual proposta apresentada por terceiro (right to top) no processo competitivo de venda do negócio móvel do Grupo Oi.

A revisão da oferta vinculante reafirma o interesse das companhias em relação à aquisição dos ativos móveis do Grupo Oi. E, também, em contribuir com a continuidade do desenvolvimento da telefonia móvel no país. Isto é, considerando a larga experiência global que possui no setor de telecomunicações e o profundo conhecimento do mercado brasileiro.

As empresas estão certas de que a oferta conjunta, caso aceita e caso seja vencedora, trará benefícios a todos. Aos seus acionistas, por meio da aceleração de crescimento e geração de eficiências; aos clientes, através de melhoria na experiência de uso e qualidade do serviço prestado; e ao setor como um todo, através de reforço em sua capacidade de investimento, inovação tecnológica e competitividade. E, nesse sentido, favorece a regulação que visa construir e consolidar no País: um serviço de telefonia móvel forte e eficiente.

Elas consideram que a oferta também endereça as necessidades financeiras do Grupo Oi, de amplo conhecimento do mercado em geral. Assim, o Grupo poderia implementar seu plano estratégico e atender seus credores, nos termos do Plano de Recuperação Judicial.

O Credit Suisse avalia que a notícia é positiva para as teles e, caso seja aceita, vai aumentar as chances de o grupo levar a área móvel da companhia. “O valor é atrativo para compradores e vendedores”.

Banco Digital

A operadora fechou acordo com a fintech Conta Zap para a oferta de uma conta digital para seus clientes, especialmente os desbancarizados, aproveitando o maior acesso ao celular pela população de baixa renda em relação às contas bancárias. As informações são da edição desta terça-feira do Valor Econômico.

As empresas já assinaram o memoerando de entendimentos e estão formatando a operação, de acordo com o fundador da Conta Zap, Roberto Marinho, ao jornal. A fintech opera por meio de mensagem com os clientes no Whatsapp e será responsável pela parte operacional da joint-venture, tendo participação majoritária. A Oi entra na sociedade com a base de clientes, de 29 milhões de pessoas.

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