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Investidores crise

O que os investidores fizeram durante a crise — e o que vai acontecer agora

11 maio 2020 - 17h01Por Carolina Unzelte
Apesar do susto que os investidores passaram em março, com a crise do coronavírus atingindo em cheio os mercados, a exposição da carteira à renda variável aumentou. É o que mostra levantamento feito entre 21 de fevereiro e 31 de março, feito pela plataforma Gorila (veja abaixo).  "Com os tombos da renda variável, a alocação em renda fixa aumentou passivamente", explica Guilherme Assis, CEO do Gorila. "No entanto, a parte em renda variável foi a 30,5%, contra 26,3% no cenário hipotético". Segundo o especialista, essa é uma tendência que se sustenta no médio prazo, com a Selic baixa e procura de rentabilidade.  A migração para a bolsa não é fruto apenas da taxa básica de juros no menor patamar histórico. "Antes da crise, havia uma esperança de crescimento econômico, mesmo que lenta", lembra Sérgio Brito, sócio da Ipê Investimentos.  "E parece que isso continua, com a grande entrada de CPFs na B3", completa. Em março, o número de investidores pessoa física na bolsa brasileira bateu recorde com mais de 2,2 milhões de inscritos — muitos incentivados pelo preço descontado dos papéis. 

A renda fixa está morta?

"O que mais me chamou a atenção foi o crescimento da poupança", ressalta Brito. Para o especialista, o movimento mostra o quanto o investidor ficou machucado com os tombos do mês e se voltou para a preservação do patrimônio. "A caderneta é uma aplicação arraigada pessoalmente", explica.  Outra tendência foi a saída dos fundos DI, que mostraram perdas significativas durante o período. "Quem procurava liquidez alta, migrou para outras estruturas de renda fixa, como LFTs e CDBs de banco", explica Guilherme Assis. 

O fim do terremoto

Com algumas nações falando em reabertura e outras ainda com curvas de casos do novo coronavírus em expansão, a incerteza permanece no horizonte. "Grande parte dela foi precificada nos ativos", defende Assis. "Agora é reavaliar as novas notícias até a incerteza deixar de existir, quando houver um tratamento, por exemplo". Não dá pra saber se a turbulência já passou, mas é certo que há um longo caminho para a recuperação à frente. "Cada país terá seu tempo", diz Sérgio Brito. "Para o Brasil, o que não podemos é tomar medidas como impressão de papel-moeda, por exemplo".
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