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seguro educacional

O que é o seguro educacional e como funciona

27 maio 2020 - 16h43Por Yasmin Oliveira

Assim como garantir a educação básica dos filhos é uma das maiores preocupações entre pais, para quem entra na faculdade e custeia as próprias mensalidades manter-se no ensino superior também é prioridade. 

O seguro educacional é um produto com o objetivo de manter o estudante matriculado na instituição em caso de morte, invalidez permanente ou desemprego ー em demissão sem justa causa ー do responsável.

O efeito do coronavírus é um ponto sensível nesse mercado, já que muitas pessoas estão perdendo sua renda, ou vendo a mesma ser reduzida, por causa da pandemia. E isso parece estar se refletindo nas instituições privadas de ensino superior, que viram a taxa de inadimplência aumentar 72,4% em abril em relação ao mesmo mês de 2019, segundo o Sindicato das Instituições de Ensino Superior Privado (Semesp).

Em dúvida sobre como funciona essa forma de seguro ou se deparou com a cobrança no contrato da escola ou faculdade? Continue lendo esta SpaceDica. 

O que é seguro educacional?

O seguro educacional é quase sempre oferecido por contratação coletiva pela própria escola ou faculdade, que possuem convênio com seguradoras. A apólice pode ser incluída junto à mensalidade, diluída entre os contratantes, que podem ser os pais ou o próprio estudante.

Algumas das companhias que oferecem o seguro educacional incluem também a assistência ao estudante, como transporte, acidente, doença ou intervenção cirúrgica. 

Olivio Luccas, professor da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) e especialista na área, define que o objetivo do produto é “que o educando consiga terminar os seus estudos, pelo menos o básico, se o responsável por ele falecer, ou perder a renda”.

No caso de morte ou invalidez permanente, o seguro prevê cobertura sobre todas as mensalidades do educando até o final do ensino, o que seria mais comum para crianças e adolescentes. O pagamento é feito de forma semestral ou anual, considerando o período letivo. Mas quando ocorre demissão, a cobertura é mais limitada e garante o pagamento de três a seis mensalidades.

Para alunos do ensino superior que arcam com as mensalidades do próprio bolso, o seguro é focado nos casos de desemprego. Thabata Abreu, planejadora financeira na SpaceMoney, diz que pode ser uma “folga nas contas da família e dá liberdade para usar o FGTS e seguro-desemprego” no equilíbrio das contas de casa.

Pela facilidade de contratar o seguro já com a instituição de ensino, “é possível garantir o pagamento das mensalidades mesmo em casos de imprevistos e falta de dinheiro”, mas é preciso ter ciência de quanto tempo é coberto pela indenização.

Em que casos vale a pena?

Para os responsáveis por estudantes, a planejadora Thabata Abreu enxerga que “o seguro educacional pode ser indicado para aquelas pessoas que não consigam acessar os seguros de vida e invalidez recomendados por bons preços no mercado.”

E para quem paga a própria educação, “pode ser uma alternativa, mas é importante ler com atenção em quais casos há pagamento de indenização”, já que cada seguradora traz normas específicas. “Na maioria deles, por exemplo, demissões por justa causa não estarão cobertas para quitar as mensalidades em aberto.”

Não é toda escola ou faculdade que faz o convênio com seguradoras, mas quando existe, provavelmente o valor já é embutido na mensalidade, destaca Olivio Luccas, da FECAP.

 
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