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dia dos namorados

O melhor presente que você poderia dar no Dia dos Namorados

12 junho 2020 - 09h43Por Ian Alves

Quando chega o início de junho, namorados e namoradas de todo o Brasil compram presentes e pensam em programações para comemorar o Dia dos Namorados, que ocorre nesta sexta-feira (12). Contudo, em meio ao isolamento social, os casais tiveram que bolar alternativas criativas para contornar não só as limitações físicas, mas também as financeiras.

Mas, por um momento, vamos deixar de lado as flores, os porta-retratos e os jantares. Já pensou em como seria poder presentear seu amado ou amada com… uma viagem? Um apartamento? Que tal uma festa de casamento?

Talvez não seja possível comprar esses presentes hoje, à vista, e com entrega de 5 dias úteis. Mas a SpaceMoney te convida a dar o primeiro passo em direção a eles: o planejamento financeiro

Conversamos com casais e com especialistas no assunto e listamos algumas dicas para te ajudar a começar esse hábito dentro de seu relacionamento. Confira: 

 

1 - Comecem a falar sobre dinheiro

"Não é sobre colocar alguém na parede; é sobre falar de suas vontades". É assim que Stephany Ferlin, que estuda Direito e namora há dois anos, explica o quão simples pode ser introduzir esse assunto no relacionamento. Ela e Gustavo têm planos de morar juntos e, para realizar esse desejo, combinaram de juntar 10% de seus salários todo mês — reservas que foram um pouco reduzidas por imprevistos econômicos recentes, tão comuns no cenário de pandemia. 

Pode parecer óbvio — afinal, não há como fazer planos desse tipo sem mencionar dinheiro — mas "falar sobre dinheiro ainda é um tabu nas famílias", explica Rejane Tamoto, planejadora financeira CFP®️ do Instituto Planejar. Para Tamoto, uma boa dica para introduzir esse assunto de maneira sutil é contar uma experiência vivida por algum amigo ou familiar, por exemplo, "inclusive para ir entendendo como o outro enxerga e se sente sobre isso". 

 

2 - Entendam como cada um funciona

Cada pessoa vem de famílias que lidam com dinheiro de formas diferentes, e acumula experiências de vida particulares. Por isso, além de dialogar naturalmente sobre finanças, é importante entender o perfil das duas partes do casal — e, em seguida, achar um meio termo justo. E personalidades diferentes, na verdade, podem ser um ponto positivo. Se um tem um perfil mais gastador e o outro, poupador, isso costuma gerar um equilíbrio: ao mesmo tempo em que aproveita o presente, o casal consegue fazer planos futuros. 

Tamoto desenvolve essa ideia: "Quando os dois perfis estão no mesmo extremo, é mais complicado. Se gastam muito, acabam entrando em dívidas. E se os dois poupam muito — o que é mais raro —, vão conseguir realizar projetos a longo prazo, mas podem viver angústias sobre o presente". 

3 - Alinhem as expectativas para o futuro

Denise Miranda de Figueiredo, fundadora do Instituto do Casal, comenta que, ao invés de seguir a expectativa de um dos namorados, o casal deve buscar um 3º caminho, um meio-termo. Para fazer isso, uma boa ideia pode ser escrever separadamente os pensamentos que cada um tem sobre o futuro; e, em seguida, comparar os papéis e construir uma terceira versão, que seja dos dois. 

A atriz Lara Duarte reforça: "o principal é que as duas pessoas estejam afinadas nos seus desejos". Há dois anos namorando, ela e Bruna decidiram procurar um apartamento recentemente, depois que optaram por passar a quarentena juntas. Ela completa: "Primeiro conciliar os quereres, e depois ir pensando em como se mover para conseguir eles".  O que nos leva à quarta dica: 

 

4 - Construam um plano 

Com as expectativas em sintonia, Figueiredo sugere que o casal construa um plano para alcançar aquilo que desejam, passo a passo. E é importante descrever esses passos, entendendo qual é a execução mais adequada para a realidade do casal. São questões como: como vamos guardar a grana? Teremos uma conta conjunta ou não? Vai ser 10% do salário de cada um, independente de quanto ganhamos? Vamos contratar alguém para ajudar?

“E cada um participa com o que tem”, completa Figueiredo. Ela também diz que o meio a meio dentro de um casal é muito relativo — e deve vir a partir do que cada um tem e com o que pode contribuir; “sempre lembrando de não dar um passo maior do que perna", finaliza.

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