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Mercado reduz projeção para juro Selic, inflação e dólar este ano, mostra Focus; IPC-Fipe sobe 0,58%

04 fevereiro 2019 - 18h33Por Angelo Pavini
O mercado ajustou para baixo suas projeções para o juro básico Selic, para a inflação oficial do IPCA e para o dólar no fim deste ano, de acordo com o Relatório Focus, divulgado há pouco pelo Banco Central (BC). A mediana das projeções dos analistas e economistas para a taxa Selic para dezembro caiu de 7,00% para 6,50% e permaneceu inalterada em 8,00% para 2020, o que vai ao encontro das declarações de muitos analistas de que o BC poderá reduzir o juro novamente este ano, por conta da economia ainda fraca, a inflação sob controle e o avanço das reformas no Congresso. Hoje, o juro básico está em 6,5%, ainda baixo, mas insuficiente para estimular a economia, como quer o BC.

Efeito nas aplicações

A notícia é boa para quem tem aplicações prefixadas, como LTN do Tesouro Direto ou CDBs prefixados de bancos, assim como fundos renda fixa. Já as aplicações pós-fixadas, corrigidas pela Selic, como as LFTs do Tesouro Direto ou pelo CDI, como CDBs e LCIs e LCAs de bancos, além dos fundos DI, podem render menos. Mas juro menor é bom para o país como um todo e deve incentivar o investidor a procurar maior diversificação de aplicações. As empresas, e por tabela, as ações, se beneficiam de juros menores.

Inflação em alta agora, mas em baixa no ano

Esse espaço para redução dos juros condiz também com as projeções de inflação menor, apesar da esperada aceleração dos índices em janeiro e neste início de ano. As estimativas do mercado para o IPCA deste ano caíram de 4,00% na semana anterior para 3,94% na semana passada, seguindo em 4,00% para 2020. Também o IGP-M, usado na correção de contratos de longo prazo, como aplicações financeiras e aluguéis, foi revisto para baixo, passando de 4,18% para 3,92%. O IGP-M tem um importante papel de antecipar a tendência do IPCA, pois tem forte peso (60%) dos preços no atacado, que vão influenciar a inflação do varejo. Nessas projeções estão embutidos os efeitos da economia ainda fraca e da alta capacidade ociosa da indústria, além da expectativa de dólar mais baixo, como agora prevê o mercado.

Dólar mais fraco, mas arriscado

A mediana das expectativas do mercado para o dólar passou de R$ 3,75 para R$ 3,70 para o fim deste ano e oscilou de R$ 3,78 para R$ 3,75 para o final de 2020. O dólar é o elemento mais sensível das variáveis, já que tanto pode ser influenciado para cima pela queda dos juros básicos esperada pelo mercado como pode subir diante de um diferencial muito baixo entre o ganho local e o dos papéis dos EUA. Analistas se dividem sobre a tendência do dólar nesse novo ambiente de reformas e juros menores. O mercado continua mais conservador com relação à atividade econômica, com a mediana das projeções de crescimento do PIB inalterada em 2,50% para 2019 e 2020.

IPC-Fipe acelera e sobe 0,58% em janeiro

O IPC-Fipe registrou variação de 0,58% em janeiro, de acordo com dados divulgados há pouco pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo. Essa aceleração em relação ao mês passado, quando houve alta de 0,09%, veio acima do esperado pelo mercado (0,56%) e pelo Departamento Econômico do Bradesco, mas faz parte da alta sazonal do índice.

Possível indicador de alta do IPCA

Por se tratar de um importante antecedente para a inflação nacional, já que considera a variação de preços de São Paulo, o índice confirma a expectativa de alta do IPCA deste mês, a ser divulgado na sexta-feira – cuja variação deve ficar ao redor de 0,33%, segundo o Bradesco.

Entre os grupos, Transportes e Habitação foram os principais vetores do movimento altista, com variações de 1,16% e 0,11%, respectivamente. Em Transportes, os reajustes de ônibus, trens e metrô contribuíram majoritariamente para a aceleração do índice. Já a elevação dos preços de Habitação reflete principalmente a dissipação dos efeitos de mudança de bandeira tarifária, com redução da deflação de energia elétrica.

Além disso, diz o Bradesco, merece destaque a alta dos preços de Educação (3,31%), devido aos reajustes escolares – ainda que em patamar bastante confortável, trazendo um cenário prospectivo favorável para inflação de serviços no ano. Em sentido contrário, Despesas Pessoais recuaram no mês, registrando deflação de 0,23%. Para fevereiro, o banco espera ligeira desaceleração do índice.

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