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melhores investimentos para aposentadoria

Quer parar de trabalhar? Confira os 6 melhores investimentos para aposentadoria

06 maio 2020 - 13h00Por Redação SpaceMoney

Trabalhar menos e se aposentar mais cedo é o desejo da maioria dos brasileiros. Para isso, é possível contar com os melhores investimentos para aposentadoria e deixar de depender exclusivamente da Previdência Social, tendo em vista que esta não garante boas condições para o aposentado. Quando se fala em complemento para a aposentadoria, a maioria das pessoas se lembra apenas da Previdência Privada, mas existem também outros investimentos que garantem bons rendimentos no longo prazo e que podem ser utilizados para tal finalidade. Você sabe qual é a importância de se preparar para a aposentadoria e quanto investir? Quer saber como fazer o planejamento e quais erros evitar? Conhece os melhores investimentos para aposentadoria? Falaremos sobre tudo neste artigo. Confira!

Por que se preparar para a aposentadoria?

O brasileiro costuma se preocupar somente com o momento presente. No entanto, essa realidade tem mudado, tendo em vista que a população está buscando aprender mais sobre educação financeira e tem se preocupado em viver um futuro mais tranquilo, sem depender apenas da Previdência Social. Disto isso, é preciso ressaltar que a Previdência Social brasileira é administrada pelo INSS (Instituto Nacional da Seguridade Social), que atua em um regime de repartição simples, sendo assim, a população economicamente ativa é responsável por custear a aposentadoria daqueles que já estão recebendo os benefícios do INSS. Porém, o aumento da expectativa de vida e a diminuição das taxas de natalidade — que diminuem à medida que a quantidade de idosos aumenta — preocupam, tendo em vista que significa falar que os contribuintes diminuem e a quantidade de beneficiários aumenta. Inclusive, esses fatores causaram a reforma da previdência, para que não haja um déficit nas contas públicas. Uma pesquisa realizada em todas as capitais brasileiras pelo SPC/Brasil e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), no ano de 2019, tendo como amostra 804 pessoas, revelou que 59% dos brasileiros não se preparam para a aposentadoria.

Quando e como se planejar?

Por acreditar que ainda vai demorar para se aposentar, as pessoas acabam procrastinando o planejamento financeiro para esse período tão delicado da vida. Assim, sempre existem outros problemas e necessidades que são colocados acima dos investimentos para a aposentadoria. É claro que nunca é tarde para começar o seu planejamento. No entanto, é preciso estar atento, pois quanto mais tarde essa organização financeira for feita, mais complicado será ter tranquilidade e manter o padrão de vida que você teve durante o período economicamente ativo. Se você é mais jovem, pode começar a fazer pequenos aportes mensais no mercado financeiro, tendo em vista que a longo prazo vai render bastante. Já se você está com a idade mais avançada, é preciso estudar mais sobre o assunto, para saber qual opção vai ter melhores rendimentos em menor prazo. Independentemente da idade, o primeiro passo é procurar se educar financeiramente. Estude tudo o que puder, tanto sobre o mercado de renda fixa quanto o de renda variável. Assim, você mesmo conseguirá identificar quais os melhores investimentos para a aposentadoria. Depois, é imprescindível ter disciplina financeira. Assim como todas as outras contas que você paga durante o mês — como água e energia —, é preciso estipular um valor e se obrigar a depositar todos os meses no seu investimento. Parece uma dica boba, mas ajuda demais a manter o seu investimento sempre pago. Além disso, diversifique sua carteira de investimentos, pois, como o mercado sofre oscilações constantes, você vai evitar de expor todo o seu capital a um mesmo risco. Nesse mesmo sentido, é importante não se acomodar, já que em algum momento o local onde o seu dinheiro está aplicado pode não ser mais tão rentável.

Quais são os melhores investimentos para a aposentadoria?

Confira abaixo algumas boas opções para poder parar de trabalhar com tranquilidade.

1. Previdência Privada

A previdência privada se assemelha a um fundo de investimentos, pois o investidor pode decidir entre fazer aportes mensais ou não. Apesar de ser um bom investimento, é preciso observar as taxas cobradas e a incidência de impostos, para decidir se vale mais a pena do que as outras opções. Essa previdência está dividida em dois tipos:
  • plano gerador de benefícios livres (PGBL) — oferece o benefício de abater ou restituir os impostos pagos sobre a renda que foi poupada na Declaração de IR (Imposto de Renda) do ano seguinte e o IR é cobrado sobre o total resgatado;
  • vida gerador de benefícios livres (VGBL) — tem vantagens tributárias no resgate, é adequado para quem não paga IR e no momento do resgate será cobrado o IR apenas sobre o rendimento do investimento.
No período de sua aposentadoria, o investidor poderá optar por receber o valor que foi acumulado e rentabilizado todo de uma vez ou receber mensalmente, assim como a Previdência Social, o que se torna uma grande vantagem para pessoas que não conseguem controlar o seu consumo, pois é uma garantia de que o dinheiro não será gasto de uma só vez. A previdência privada é fiscalizada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), que é um órgão federal. Então, caso deseje saber quais são as instituições habilitadas para esse tipo de investimento, basta consultar tal órgão.

2. Tesouro Direto

De modo geral, o tesouro direto consiste em emprestar o seu dinheiro para a União, com a garantia de que ele será devolvido com juros. Dentro dessa opção, o investidor pode escolher entre alguns títulos disponíveis qual é o que mais combina com a sua situação financeira, perfil e objetivo. No site do Tesouro Direto é possível simular qual é o melhor título público para a sua aposentadoria, de acordo com alguns parâmetros, como a forma de resgate e o tempo que você deixará o capital investido. O mais indicado, certamente, é analisar a lista de títulos disponíveis e aprender um pouco mais sobre aqueles que são de longo prazo, tendo em vista o objetivo que é a aposentadoria. Entretanto, é válido dar atenção ao título IPCA, pois é um dos melhores a longo prazo.

3. Fundos de investimentos

Essa modalidade de investimento é ideal para aquelas pessoas que não se identificam com o mercado financeiro e não sabem muito sobre o assunto, pois nela os cotistas entregam um parcela de dinheiro para um especialista e ele define onde aquilo vai ter melhor rendimento. Os fundos de ações e os imobiliários costumam ser os mais rentáveis a longo prazo, logo, também são os mais arriscados, mas com uma carteira diversificada não há o que temer. Além disso, é importante procurar um especialista que seja certificado, para garantir a autenticidade e segurança de seu investimento.

4. LCI e LCA

As Letras de Créditos Imobiliários (LCI) e as Letras de Créditos do Agronegócio (LCA) são dois tipos de investimentos diferentes, mas que têm praticamente as mesmas características. No geral, são empréstimos concedidos pelas pessoas para financiar o mercado imobiliário e o de agronegócio. Por serem isentos do imposto de renda e terem proteção do FGC tornam-se atrativos, em especial, se o seu rendimento estiver em 100% do CDI, mas não deve ser a primeira opção com vistas ao longo prazo, exceto se for para diversificação da carteira.

5. Fundos Imobiliários

Os fundos imobiliários (FII) funcionam como um sistema de cotas, no qual cada pessoa financia uma parte de um imóvel — que deve ser locado ou arrendado — em troca de receber alguma vantagem no futuro. Geralmente, o grande benefício são os dividendos mensais, como um aluguel. Uma vantagem do FII é a sua liquidez, que permite ao cotista vender a sua parte no momento que desejar. Mas lembre-se: estamos falando de um objetivo a longo prazo, então isso só deve ocorrer em uma grande emergência. Esse investimento é bastante similar às ações, pois são voláteis e as cotas mais populares são negociadas na Bolsa de Valores, além de ter rendimento bastante variável, de acordo com o movimento do mercado de imóveis.

6. Ações

Com a queda da Selic, há uma grande tendência dos investidores iniciantes pensarem logo em começar na renda variável, investindo em ações. No entanto, é preciso ter bastante cuidado com essa prática, pois esse mercado é mais volátil e precisa de certa experiência para que não perca dinheiro. Os especialistas dão várias dicas de estratégias para se dar bem no mercado de ações. Então, se você pretende investir na renda variável, esteja disposto a correr mais riscos e a estudar mais sobre onde alocar os seus recursos, principalmente para que não deixe seu capital em uma ação que não renderá no futuro. Ao mesmo tempo, é importante ter paciência e confiança naquela escolha, já que a qualquer momento o valor da ação pode cair drasticamente, mas se você tiver realmente conhecimento e souber que o cenário vai melhorar, com certeza deve seguir investindo na empresa.

Como não errar ao investir para a aposentadoria?

Veja algumas dicas para que o seu dinheiro renda sempre o melhor possível.

Saber o momento do resgate

Para investimentos da renda fixa, o mais adequado é sempre deixar para resgatar o seu título na data de vencimento. Dessa forma, se o investidor opta por retirar seu capital do fundo onde está investido, poderá perder dinheiro ou precisar pagar alguma taxa. Já no caso do mercado de renda variável é preciso ainda mais cautela e estudos, além de uma boa visão a longo prazo, pois o melhor momento de resgate vai depender das oscilações de mercado — atuais e futuras.

Levar em conta as taxas e impostos

Algumas vezes, o investimento em um produto de determinado banco ou corretora parece ser mais rentável que outro, mas quando se leva em conta as taxas e impostos que são cobrados, torna-se totalmente inviável. Por isso, é preciso procurar saber essa informação antes de aplicar seu capital.

Escolher uma boa corretora

Para complementar a dica anterior, saiba escolher o seu intermediador financeiro. Lembre-se que seu investimento é uma garantia para o seu futuro e, apesar de a maioria das pessoas confiarem somente em grandes bancos, eles podem ser sinônimo de problemas e desvantagens para a sua aposentadoria, pois cobram taxas maiores do que das corretoras de valores.

Proteger contra dos riscos

Não importa qual seja o seu investimento, a regra é sempre a mesma: o risco é proporcional à possibilidade de retorno. Assim, quanto maior for a rentabilidade, maiores serão os riscos assumidos pelo investidor. Os riscos mais comuns e que merecem a sua atenção são:
  • de crédito — é a possibilidade da instituição de intermediação financeira não conseguir honrar com o pagamento aos investidores no momento do saque;
  • de liquidez — significa não ter o retorno desejado no momento em que precisa resgatar o título;
  • de mercado — é o risco do investidor perder dinheiro devido às oscilações do mercado. É mais preocupante para quem aplica na renda variável.
Por isso, é importante saber como se proteger desses riscos. Algumas orientações dos especialistas são observar se o investimento tem proteção do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), saber se a corretora honra com suas obrigações e estudar bastante para saber onde pode garantir um bom retorno com menos riscos, de acordo com o seu perfil de investidor.

Quanto investir para se aposentar?

É comum que as pessoas acreditem que jamais conseguirão montar uma poupança para a sua aposentadoria e que devem depender somente do INSS, aceitando um padrão de vida abaixo do que viviam e tendo uma velhice sem tanta tranquilidade. Mas é preciso desmistificar essa ideia e entender que, com organização e dedicação, cada pessoa pode investir o valor que convém para a sua realidade. Esse é um momento muito pessoal que vai demandar tempo para comparações e simulações. Se sentir dificuldades nessa fase, conte com a ajuda de um planejador financeiro que tem autoridade no assunto e, sem dúvidas, vai conseguir definir com você o melhor valor a ser investido para o seu futuro. Conhecer quais são os melhores investimentos para a aposentadoria e adequá-los à sua realidade é essencial para garantir um futuro seguro. Além disso, você precisará identificar seus objetivos, prazo, perfil de investidor e realidade financeira, para que assim consiga definir a sua carteira de investimentos. Para continuar aprendendo mais sobre o assunto, confira o nosso artigo que explica como investir na previdência privada de acordo com a sua idade.
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