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Moody's: medidas econômicas contra novo coronavírus beneficiam bancos

08 abril 2020 - 16h32Por Redação SpaceMoney

Para a Moody's Corporation, o programa de renda básica temporário para enfrentar os efeitos sociais e econômicos do coronavírus será positivo, também, para bancos brasileiros. Em específico, "ajudará a aliviar os riscos crescentes de ativos." O Congresso anunciou no início do mês um programa emergencial para mitigar os efeitos da crise no mercado de trabalho, chamado de Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda na medida provisória. Empresas podem reduzir salários e dias úteis em até 70% por 90 dias, ou suspender contratos de trabalho por até 60 dias, mediante acordo com funcionários. O governo compensará o salário cortado dos empregados com recursos previdenciários, respeitando o teto do seguro-desemprego. "Esse programa, combinado com a linha de crédito subsidiada para financiar as folhas de pagamento das pequenas empresas que o governo anunciou no final de março, ajudará a amenizar os efeitos das condições de risco deterioradas no Brasil sobre as métricas de rentabilidade e qualidade de ativos do segundo e terceiro trimestre dos bancos", dizem analistas da Moody's. A instituição destaca que os bancos estão em processo de retomada dos empréstimos desde 2018, com foco em crédito ao consumidor e pequenas e médias empresas. "Os mutuários desses setores estarão entre os mais afetados pelo efeito econômico do coronavírus por causa de um repentino declínio na receita e liquidez limitada para manter os pagamentos, potencialmente levando a um aumento da já alta taxa de desemprego no Brasil", consta o relatório. Apesar disso, "nichos de bancos menos diversificados" como os bancos BMG, Pan (focado em consignado e crédito de automóveis) ou Mercantil (focado em consignado) devem ser afetados negativamente. "A maioria dos bancos se concentrou em produtos de baixo risco, como empréstimos consignados e hipotecas", detalham especialistas. "Mas a recuperação econômica também apoiou o crescimento de empréstimos não garantidos ao consumidor, incluindo cartões de crédito. Os empréstimos começarão a ser conduzidos, no entanto, em condições de risco mais adversas", finaliza.

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