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JHSF diz que pagamentos ao acionista controlador foram legítimos

25 agosto 2020 - 11h05Por Investing.com
Por Gabriel Codas - Investing.com - Em comunicado ao mercado, a JHSF (SA:JHSF3) respondeu à reportagem do Valor acerca do alerta dado pela EY em relação a operações de empréstimo com o controlador da companhia, José Auriemo Neto. A empresa destaca que a auditoria desde 2017 emite pareceres sobre os balanços sem ressalvas nos anos de 2017, 2018 e 2019. No documento, a JHSF informa que trabalha para implementar um plano eficaz de ação para aprimorar seus controles internos e políticas corporativas para sanar as eventuais deficiências nas aprovações de transações com partes relacionadas e assegurar que os requerimentos estabelecidos no estatuto social e na política de alçadas de aprovações sejam atendidos e cumpridos, conforme recomendações da EY. Segundo a companhia, desde o recebimento da avaliação da EY, reforçou seus controles para obter aprovações de transações com partes relacionadas antes da respectiva efetivação, observando as alçadas do conselho de administração e da diretoria, conforme previsto no estatuto social e na sua Política para Transações com Partes Relacionadas. A empresa destaca que os pagamentos apontados pela EY como não tendo seguido os fluxos de aprovações foram realizados com base em operações societárias, obrigações e transações imobiliárias legitimas, respeitando o interesse e em condições de mercado, tendo sido revistos pelo comitê de auditoria estatutário e posteriormente aprovados pelo Conselho de Administração. As ações da JHSF fecharam ontem com queda de 3,77% a R$ 7,92, oscilando entre a mínima de R$ 7,86 e máxima de R$ 8,25, com volume negociado em R$ 15,6 milhões. Contestação no Fintwit O gestor de recursos Renoir Oliveira questionou o comunicado da JHSF em sua conta no Twitter. Oliveira aponta inconsistências no balanço da incorporadora desde a semana passada no fintwit, que é a comunidade de membros e interessados no mercado financeiro no Twitter. O gestor questiona os termos e condições do pagamento do empréstimo ao controlador de R$ 24,1 milhões e quando o repasse foi aprovado pelo Conselho da empresa, embora o próprio tenha compartilhado as atas de uma reunião do Conselho em fevereiro de 2019 e outra de dezembro de 2019, quando o repasse de recursos havia sido mencionado, mas sem citar aprovação do mesmo. Além disso, Oliveira questiona a compra de um imóvel da JHSF pelo controlador por R$ 10 milhões sem a empresa apresentar as condições de pagamentos e os juros. Reclamação anônima na CVM A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) recebeu, na última sexta-feira, reclamação anônima contra eventuais falhas de contabilidade, controle e governança na JHSF. A autarquia recebeu 16 páginas detalhadas de reclamações após um gestor publicar no Twitter uma análise que questionava transações com parte relacionadas da companhia. O documento solicitava também avaliação de propriedades para investimento (PPI) e a classificação de alguns ativos, como também menciona pagamentos ao sócio controlador. O documento alerta para a relevância do tema, já que a JHSF realizou dois follow-ons no último ano, levantando cerca de R$ 1 bilhão, além de contar com mais de 121 mil pessoas físicas detentoras do papel. Resposta No último dia 19, a JHSF entregou a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) um documento informando que a EY afirma que o controlador recebeu pagamentos da empresa, em transações sem o aval do conselho de administração ou da diretoria estatutária, nos casos em que era obrigatória a análise. A operação em questão é de compra e venda de terrenos de José Auriemo Neto, presidente do conselho, para a companhia. De acordo com a publicação, a auditoria viu irregularidades em uma das operações, que levou a prejuízo de R$ 13 milhões. Auriemo Neto, ou “Zeco” como é chamado pelos mais próximos, é o maior acionista individual da JHSF, com 12% das ações. O jornal explica que os auditores ressaltam que as questões foram apresentadas para a companhia em 2018 e foram “amplamente discutidas” com os gestores, “os quais se comprometeram com a solução do problema. “Contudo, em 2019, o problema se repetiu, e com volume de gastos próximos entre os exercícios de 2018 e 2019, o que nos leva a concluir que essa deficiência é uma deficiência significativa e deve ser regularizada pelos gestores”, reproduz o veículo atribuindo ao documento da EY. O Valor explica que segundo o estatuto social, qualquer transação com sócios controladores precisa de aprovação do conselho se superar R$ 5 milhões. Caso fique abaixo desse valor, é obrigatória a anuência de dois diretores estatutários. A EY diz que três operações acima desse limite (quase R$ 30 milhões pagas ao controlador) foram aprovadas sem o aval do colegiado. Outras duas, de menor valor (R$ 3,8 milhões, no total), também feita com o sócio, não tiveram anuência de diretores.
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