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Ibovespa: quedas recuam após 2º circuit breaker do dia; dólar sobe

12 março 2020 - 14h31Por Redação SpaceMoney

O Ibovespa, principal índice acionário da B3, a bolsa brasileira, retomou negociações após segundo circuit breaker do dia durante o pregão desta quinta-feira (12). Logo após retorno, quedas tocaram 19%, mas recuaram logo depois. Por volta das 14h30, as perdas eram de 15,03%, aos 72.369,10 pontos. Foi a quarta parada nos negócios durante a semana, com os ânimos acirrados por conta dos estragos da pandemia de coronavírus na economia. Após primeiro circuit breaker do dia, a bolsa retomou a sessão em baixa. Às 11h15, as quedas alcançaram 14,52% aos 72.806,19 pontos, e as negociações fecharam novamente por uma hora. O dólar comercial tinha alta, com valorização de 2,35% ante o Real e cotado a R$ 4,83. Mais cedo, a moeda norte-americana chegou a valer R$ 5, pela primeira vez na história. O Banco Central anunciou hoje um leilão de US$ 2,5 bi, na tentativa de segurar a alta. A semana já começou com pânico generalizado nos mercados, com o preço do petróleo e os receios com o coronavírus. Na quarta-feira à noite (11), o presidente Donald Trump anunciou a suspensão de voos vindos da Europa para os EUA, mas abrindo exceção para o Reino Unido. Na segunda-feira, a bolsa ficou parada por meia hora, com o o primeiro circuit breaker da semana, um mecanismo de defesa contra a volatilidade. Ontem, houve o segundo caso no período, com o anúncio da OMS (Organização Mundial da Saúde) de que o surto de COVID-19 é uma pandemia. Leia mais: Circuit breaker no Ibovespa pode ser bom momento para entrada no mercado Em Wall Street hoje, as bolsas americanas também acionaram o mecanismo por 15 minutos após queda de 7% nas ações e estão em baixa. As principais bolsas europeias também seguem a tendência de queda nesta quinta-feira (12). Veja os principais fatores que influenciam o mercado financeiro na sessão de hoje:

Mercados internacionais

No Japão, o Nikkei teve forte recuo. A Bolsa de Xangai também encerrou o pregão com perdas. Na Europa, DAX 30 e CAC 40 tinham grandes perdas, de mais de 12%. O índice FTSE 100 também derretia, caindo mais de 10%. Já em Nova York, Dow Jones afundava 4,20%, enquanto Nasdaq perdia 4,23% e S&P 500 amargava queda de mais de 3,89. De manhã, Wall Street também acionou circuit breaker de 15 minutos após quedas na bolsa superarem 7%. Leia mais: No Japão, ações fecham em queda e Índice Nikkei 225 recua 4,41%

O histórico de circuit breakers no Ibovespa

É a quarta vez na história que ocorrem dois circuits breakers no mesmo dia. A paralisação de uma hora já foi acionada em 1998 (crise na Rússia); 2008 (crise do suprime nos EUA); e agora, em 2020. Três circuit breakers na mesma semana é novidade na história da bolsa brasileira. O mecanismo foi acionado nesta segunda-feira, na quarta-feira, e hoje. O caso mais recente até agora de parada nas negociações foi em 2017, no "Joesley Day." Nunca antes o Ibovespa parou por tempo indeterminado em circuit breaker. O único caso de fechamento foi em 11 de setembro 2001, com o ataque às Torres Gêmeas, mas seguindo as bolsas globais.

Coronavírus

Ontem, a OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou que o surto de COVID-19 é uma pandemia, e o número de afetados e óbitos deve aumentar. Ao redor do globo, são quase 130 mil ocorrências, com mais de 4700 mortos. No Brasil, são 68 casos. Os mercados se frustraram com a suspensão de voos entre Europa e Estados Unidos por 30 dias, anunciada em discurso do presidente Donald Trump. Há também um pacote de medidas econômicas para conter os estragos com o coronavírus, como desoneração da folha de pagamentos e adiantamento na data de pagamento de impostos, que visa gerar liquidez de US$ 200 milhões. Hoje, o Banco Central Europeu tem sua reunião monetária, e a presidente Christine Lagarde prometeu medidas em resposta à crise do coronavírus.

No Brasil

O governo federal sofreu mais um revés no Congresso na última quarta-feira: foi derrubado um veto presidencial em relação ao BCP, um subsídio pago para idosos e pessoas com deficiência de baixa renda. Isso custará R$ 20 bilhões em 2020. Na próxima década, significa gastos de mais de R$ 200 milhões, ou seja, 25% da economia feita com a reforma da previdência.

Petróleo

O petróleo continua em queda, chegando a US$33,7 por barril. O preço da commodity vem sofrendo desde o fim de semana passado, com o anúncio de que a petroleira estatal saudita elevará a produção ao máximo, após discordância com outro produtor, a Rússia.

Balanços

Ofuscado pelo caos generalizado, o noticiário corporativo de hoje tem a divulgação dos resultados de empresas como BR Malls e CVC para depois do fechamento.
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