terça, 30 de novembro de 2021

Ibovespa futuro começa com forte alta e dólar recua com “fico” de Guedes

18 agosto 2020 - 09h35Por Investing.com

Por Gabriel Codas - Investing.com - O índice Ibovespa Futuros iniciam a sessão desta terça-feira com forte alta de 1,45% aos 101.288 pontos às 09h18, com o dólar recuando 1,22% a R$ 5,4417. O índice e a moeda americana se recuperam após forte tombo na véspera, em meio a especulações sobre a saída do ministro da Economia Paulo Guedes do governo. O ministro disse ontem a noite que há confiança mútua entre ele e o presidente Jair Bolsonaro, dissipando os boatos de sua saída.

Guedes também confirmou que o governo criará as condições para que investimentos públicos sejam executados sem quebrar a regra do Teto de Gastos, que prevê aumento dos gastos públicos pela variação inflacionária do ano anterior.

No exterior, o mercado tem um dia de rumo indefinido nesta terça-feira, com resultados mistos na Ásia e avanço para as bolsas europeias. Já os índices futuros de Wall Street registram avanços de forma tímida. Os investidores no front externo seguem cautelosos na relação entre Estados Unidos e China.

- Cenário Interno

IGP-M

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 2,34% no segundo decêndio de agosto, ante 2,02% no mesmo período do mês anterior. Com este resultado, a taxa em 12 meses passou de 9,05% para 12,58%.

“A segunda prévia do IGP-M segue sob influência dos preços ao produtor, que refletem com destaque alta de commodities, como minério de ferro (9,24%), efeitos sazonais, como no preço do leite (12,40%) e aumento do preço dos combustíveis, como o captado para o Diesel (7,57%)”, afirma André Braz, Coordenador dos Índices de Preços.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 3,15% no segundo decêndio de agosto, ante 2,72% no segundo decêndio de julho. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais passaram de 0,54% em julho para 0,96% em agosto. A maior contribuição para este resultado partiu do subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de -13,89% para -5,02%.

Guedes fica

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta segunda-feira que a confiança entre ele e o presidente Jair Bolsonaro é recíproca, mas admitiu que seu posto é difícil.

“Existe muita confiança do presidente em mim. E existe muita confiança minha no presidente”, disse ele à imprensa, na portaria do Ministério da Economia, ao ser questionado sobre sua permanência no governo.

“Eu não tive, ainda, nenhum ato que me indicasse, que me sugerisse, que eu não devesse confiar no presidente, e eu acho, da mesma forma, (que) eu não faltei em nenhum momento a confiança que ele depositou em mim”, acrescentou.

Perguntado se se sentia à vontade no cargo, o ministro então sinalizou que o sentimento era diferente.

“À vontade, neste cargo, eu acho difícil você encontrar alguém que vai estar sempre à vontade. É um cargo difícil”, afirmou.

Covid-19

O Brasil registrou nesta segunda-feira 684 novos óbitos em decorrência da Covid-19, o que eleva o total de mortes pela doença no país a 108.536, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

Segundo país mais afetado pelo coronavírus no mundo, atrás somente dos Estados Unidos, o Brasil também notificou 19.373 novos casos da doença, atingindo um total de 3.359.570 infecções confirmadas.

Os números da Covid-19 tendem a cair às segundas-feiras por causa do represamento de testes aos finais de semana —na semana passada, por exemplo, foram reportados cerca de 22 mil infecções na segunda, mas mais de 50 mil casos em todos os dias entre terça e sexta.

Estado mais afetado pela doença no Brasil, São Paulo atingiu as marcas de 702.665 casos e 26.899 mortes —apesar dos altos números acumulados desde o início da pandemia, o secretário de Saúde paulista, Jean Gorinchteyn, afirmou nesta segunda que a Covid-19 está sob controle no Estado no momento.

- Cenário Externo

China

O mercado acionário de Xangai fechou em alta nesta terça-feira, ampliando o rali da sessão anterior diante de fortes ganhos em ações de saúde e consumo.

Os ganhos modestos aconteceram após forte rali na segunda-feira, quando os investidores se voltaram a players financeiros e outros tradicionais com valores baixos devido a mais sinais de recuperação econômica.

BOLSAS INTERNACIONAIS

Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 0,20%, a 23.051 pontos. Em HONG KONG, o índice HANG SENG subiu 0,08%, a 25.367 pontos. Em XANGAI, o índice SSEC ganhou 0,36%, a 3.451 pontos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, retrocedeu 0,05%, a 4.812 pontos.

Os mercados da Europa registram valorização na esteira dos mercados americanos. Em Londres, o DAX tem ganhos de 0,72% aos 13.014 pontos, com o FTSE, de Londres, soma 0,14% aos 6.136 pontos. Já em paris, o CAC tem valorização de 0,33% aos 4.988 pontos.

Em Nova York, o S&P 500 Futuros era negociado em alta de 4 pontos, ou 0,1%, o contrato Dow Futuros subia 43 pontos, ou 0,1%, enquanto o Nasdaq 100 Futuros ganhava 31 pontos, ou 0,3%

COMMODITIES

Os futuros do minério de ferro saltaram nesta terça-feira, com ganhos tanto na bolsa chinesa de Dalian quanto em Cingapura, em meio a expectativas de que o uso de aço na China deve seguir firme nos próximos meses, compensando uma demanda fraca no exterior.

O contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian, para entrega em janeiro de 2021, encerrou a sessão com alta de 3,5%, a 863 iuanes (124,51 dólares) por tonelada, na quarta sessão consecutiva de avanço.

O minério de ferro de referência (62% de gradação) no mercado spot para entrega na China saltou para máxima de 13 meses de 121,50 dólares por tonelada na segunda-feira, segundo a consultoria SteelHome.

O vergalhão de aço para construção na bolsa de Xangai avançou 0,7%.

MERCADO CORPORATIVO

- Magazine Luiza (SA:MGLU3)

O Magazine Luiza teve um salto nas vendas do segundo trimestre, uma vez que suas vendas pelo comércio eletrônico compensaram com sobras a queda nas vendas das lojas físicas, fechadas desde meados de março devido às medidas de isolamento social para conter a pandemia da Covid-19.

A varejista especializada em produtos duráveis reportou nesta segunda-feira que suas vendas totais de abril a junho somaram 8,6 bilhões de reais, um aumento de 49% ante mesmo período de 2019, superando a rival Via Varejo (SA:VVAR3), com 7,26 bilhões de reais no trimestre.

Refletindo a disparada das compras pela internet no período, o Magazine Luiza viu suas vendas darem um salto de 182% no e-commerce total, enquanto suas lojas em ruas e shopping centers venderam 45% menos.

O resultado operacional medido pelo Ebitda (lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização) ajustado foi de 147,2 milhões de reais no trimestre, queda de 61,3% ano a ano.

“Considerando as circunstâncias, foi um resultado épico”, afirmou o presidente-executivo da companhia, Frederico Trajano.

De todo modo, o Magazine Luiza teve prejuízo ajustado de 62,2 milhões de reais no segundo trimestre, ante lucro de 85,2 milhões um ano antes. Em termos líquidos, o prejuízo foi de 64,5 milhões. Ainda assim, a última linha do resultado veio melhor do que a previsão média de analistas consultados pela Refinitiv, de prejuízo de 125 milhões de reais.

- Aurora

A terceira maior processadora de carne de frango e suína do Brasil, Aurora Alimentos, confirmou na noite de segunda-feira um veto de Hong Kong a importações de sua unidade de frango de Xaxim, em Santa Catarina, por preocupações com o coronavírus.

A confirmação do veto veio no mesmo dia em que a empresa concordou em testar 11 mil trabalhadores para coronavírus a partir de 21 de agosto em quatro de suas fábricas, segundo um comunicado do Ministério Público do Trabalho (MPT) em Santa Catarina.

A Aurora, que na semana passada foi identificada por autoridades chinesas como origem de produtos de frango nos quais teriam sido encontrados traços de coronavírus, manifestou-se sobre a situação e seus próximos passos por meio de um comunicado da Associação Brasileira e Proteína Animal (ABPA).

- Hypera

A Procuradoria-Geral da República enviou nesta segunda-feira para homologação do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), a delação de João Alves de Queiroz Filho e outros ex-três executivos da Hypera Pharma (SA:HYPE3), informou à Reuters uma fonte com conhecimento direto do assunto.

A colaboração de João Alves de Queiroz Filho, fundador do grupo, prevê o pagamento da maior multa da história de um acordo de delação, no valor de 1 bilhão de reais em recursos financeiros a serem pagos parceladamente. Há ainda outros 95 milhões de reais que serão bancados pelos demais delatores ligados ao grupo.

O acordo, que corre sob segredo de Justiça, é superior em valores ao firmado por Dario Messer, o chamado “doleiro dos doleiros”, firmado pela Lava Jato do Rio de Janeiro e homologado pela Justiça Federal fluminense na semana passada. Nesse acordo, a estimativa é de que o doleiro devolva 1 bilhão de reais em bens.

- Totvs (SA:TOTS3), Linx (SA:LINX3) e Stone (NASDAQ:STNE)

A fabricante de softwares de gestão Totvs ameaçou nesta segunda-feira ir à Justiça contra os termos de proposta concorrente pela Linx subindo o tom no caso em que concorre com a StoneCo.

A Stone, de meios de pagamentos, anunciou na terça-feira passada acordo vinculante para unir sua área de software com a Linx, numa transação em dinheiro e ações que avalia a produtora de programas para varejo em 6,4 bilhões de reais.

Um dos pontos polêmicos da proposta é uma multa em caso de fracasso do negócio. A Stone deve pagar 605 milhões de reais para a Linx, caso o Cade não aprove a transação. Mas a Linx teria que pagar a multa se aceitasse uma proposta concorrente. Caso a assembleia da Linx não aprove o negócio, ainda teria que pagar 25% da multa desse valor para a Stone.

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu investigação sobre a transação anunciada, enquanto investidores criticaram os termos da oferta da Stone por oferecer termos diferenciados a executivos da Linx, o que configuraria conflito de interesses.

- Gás

O plano do governo de aprovar uma reforma no setor de gás tem gerado entre alguns especialistas debate sobre uma proposta alternativa, que pede a construção de usinas térmicas para garantir demanda pelo energético a ponto de viabilizar investimentos na infraestrutura para escoar produção do pré-sal.

A proposta de utilizar termelétricas como “âncora” para o desenvolvimento das instalações de escoamento e distribuição de gás não consta do projeto de lei sobre a reforma, que deve ser analisado em breve pela Câmara dos Deputados, mas tem apoio de empresas do setor reunidas na Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás).

A ideia também foi defendida nesta segunda-feira pelo diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, e pelo diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) Efrain Cruz, que participaram de evento do jornal O Estado de S.Paulo sobre a regulação do setor de gás.

- Cemig (SA:CMIG4)

A estatal mineira de energia Cemig pretende continuar com um plano de venda de ativos originalmente desenhado para reduzir dívidas, mas o nível de endividamento atual já é muito mais confortável que no passado recente, disseram executivos da companhia nesta segunda-feira.

As afirmações, durante teleconferência de divulgação de resultados com investidores, vieram após questionamentos de um analista sobre o ritmo dos desinvestimentos, dado que a empresa não anunciou operações nos últimos trimestres.

“Nosso plano de desinvestimentos segue, obviamente... no seu devido momento a gente fará os anúncios, mas não tem nenhuma modificação em relação ao passado, a gente segue com o programa”, disse o presidente da Cemig, Reynaldo Passanezi.

Ele não detalhou, no entanto, quais ativos estão atualmente em negociação ou podem ser alvo de transações no curto prazo.

- Frigoríficos

Ministério da Agricultura do Brasil informou nesta segunda-feira que solicitou esclarecimentos às autoridades das Filipinas após o anúncio de embargo à carne de frango brasileira na última semana sem comunicado oficial, acrescentando em nota que poderá apresentar uma queixa contra o país asiático na Organização Internacional do Comércio (OMC).

A suspensão foi anunciada após a cidade chinesa de Shenzhen ter identificado a empresa brasileira Aurora Alimentos como origem de produtos de frango com possíveis traços de coronavírus.

“O Brasil entende que a decisão tomada pelo governo filipino foi desproporcional ao interromper o comércio de todo um setor com base em notícias veiculadas pela imprensa chinesa de uma suspeita, ainda sob investigação pela GACC (órgão de sanidade da China), de detecção de ácido nucleico de coronavírus na embalagem de um produto referente a um estabelecimento comercial”, disse o ministério brasileiro.

AGENDA DE AUTORIDADES

- Jair Bolsonaro

O presidente da República viaja nesta terça-feira para Corumbá (MS), onde participa da Inauguração da Estação Radar, visitando em seguida o 9º GAC - “Grupo Major Cantuária”, voltando no final do dia para Brasília.

- Paulo Guedes

- Videoconferência com o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues;

- Videoconferência - Conselho Nacional de Política Energética – CNPE;

- Videoconferência com o secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, Roberto Fendt;

- Reunião com o ministro-chefe da Casa Civil, Walter Braga Netto.

- Videoconferência com os secretários especiais;

- Reunião com o deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP)

- Reunião com o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e com os deputados Felipe Rigoni (PSB-ES), João Campos (PSB-PE) e Tabata Amaral (PDT-SP).

(Com contribuição de Reuters e Estadão Conteúdo)

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