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Ibovespa

Ibovespa está entre os índices que mais tiveram perdas em 2020. Por quê?

17 março 2020 - 16h35Por Carolina Unzelte
As bolsas estão em pânico com a crise de coronavírus e isso não é novidade pra ninguém. Com perdas generalizadas ao redor do globo, não foi diferente para o Ibovespa, que teve 5 circuit breakers, ou seja, paradas nas negociações, em uma semana.  Mas o índice brasileiro sofreu mais ainda, quando comparado com os das principais economias mundiais: segundo dados consultados na última segunda-feira (16), as perdas foram de 32,84% no período entre 2 de janeiro e 13 de março, ficando só atrás das quedas experimentadas pelo índice francês CAC 40 e o alemão DAX 30.  "É natural que a nossa queda seja maior, pois subimos mais nos últimos anos", afirma Camila Abdelmalack, economista da Veedha Investimentos. Desde 2016, o Ibovespa encerra o ano com ganhos e, em 2019, a alta foi de 31,58%, segundo dados da B3.  Além disso, o principal índice da B3 está mais exposto aos choques da epidemia do COVID-19, pois grande parte das empresas listadas trabalha com commodities. "Dessa maneira, qualquer problema com a China, grande importadora desses produtos, penaliza esse tipo de companhia", explica Camila.  Somado a isso, as varejistas também sofrem, pela falta de insumos e menor movimento de clientes durante a crise com a nova doença. "E ainda temos a preocupação com o cenário interno, com as pautas fiscais que estão travadas", lembra a economista. No Congresso, tramitam as reformas tributária e administrativa, mas ainda sem estimativa de aprovação. 

Para onde vai o investidor

O investidor estrangeiro, incerto pela falta de equilíbrio nas contas do Brasil, já vinha diminuindo suas posições brasileiras dentro das cestas de emergentes no último ano, afirma Camila. "Empresas asiáticas ligadas à tecnologia, por exemplo, já eram atrativas, e se tornaram mais, já que recebem impactos menores do surto de coronavírus".  No entanto, apesar dos receios, o especialista ressalta que a bolsa brasileira permanece como uma boa opção. O investidor estrangeiro ainda representa cerca de 22% das compras na B3 e as pessoas físicas estão cada vez mais interessadas em renda variável, com a Selic em patamar mínimo. "As empresas listadas têm bons fundamentos, boa gestão e com preços muito baratos no momento", explica Camila. "É questão de tempo até a situação se normalizar e esperamos retomada mais rápida do que em crises anteriores". 
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