terça, 30 de novembro de 2021
Ibovespa Dólar

Ibovespa tem segundo circuit breaker na semana com pandemia de coronavírus; dólar vai a R$ 4,70

11 março 2020 - 14h05Por Redação SpaceMoney

O Ibovespa, principal índice acionário da B3, a bolsa brasileira bateu o ponto de circuit breaker pela segunda vez na semana no pregão desta quarta-feira (11). Por volta das 15h15, as perdas chegaram a 10,11%, a 82.887,24 pontos. No começo da tarde, a OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou que o surto de COVID-19 é uma pandemia, e o número de afetados e óbitos deve aumentar. E isso aumentou a tensão nos mercados internacionais, que já caíam. No mesmo horário, o dólar comercial tinha alta, com valorização de 1,20% ante o Real e cotado a R$ 4,702. Hoje, o Banco Central oferta 20 mil contratos de swaps cambiais. Leia mais: Circuit breaker no Ibovespa pode ser bom momento para entrada no mercado Leia mais: O que é e como funciona o circuit breaker da B3 A semana começou com pânico generalizado nos mercados com o preço do petróleo e os receios com o coronavírus. Na segunda-feira, a bolsa ficou parada por meia hora, com o circuit breaker, um mecanismo de defesa contra a volatilidade. Ontem, o Ibovespa ensaiou recuperação com alta de mais de 7%. Veja os principais fatores que influenciam o mercado financeiro na sessão de hoje:

Mercados internacionais

No Japão, o Nikkei teve recuo de mais de 2%. A Bolsa de Xangai também encerrou o pregão com perdas. Na Europa, DAX 30 operava com leve queda. O FTSE 100 caía mais de 1%. O índice CAC 40 também operava em campo negativo. Já em Nova York, Dow Jones tinha perda de quase 5%, enquanto o S&P 500 operava em queda de 4,5%. A Nasdaq perdia mais de 4%. Leia mais: No Japão, ações fecham em queda e Índice Nikkei 225 recua 2,27%

Petróleo

Após a queda de 30% no início da semana, o petróleo voltava a cair, com o anúncio de que a petroleira estatal saudita elevará a produção ao máximo. Ontem, houve alívio com a sinalização de trégua russa. A guerra de preços do óleo começou com a discordância entre Rússia e Opep em relação aos cortes de produção. No Twitter, os internautas fizeram piada com a ausência de reflexos da queda do petróleo no preço da gasolina. https://twitter.com/thettinvestor/status/1237563024694579202 No começo da semana, o presidente Jair Bolsonaro garantiu, também no Twitter, que os preços seguiriam os patamares internacionais. https://twitter.com/jairbolsonaro/status/1237073980365905921

Coronavírus

No começo da tarde, a OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou que o surto de COVID-19 é uma pandemia, e o número de afetados e óbitos deve aumentar. No entanto, o diretor Tedros Adhanom Ghebreyesus ressaltou que a nova classificação não deve alterar o que já está sendo feito pelos países. https://twitter.com/OPASOMSBrasil/status/1237784083163418624 A doença, que parece ter se estabilizado na China, continua a aumentar em outros países. Na Itália, os casos passaram de 10 mil, enquanto os EUA já chegaram a mil infectados. Ao redor do globo, são mais de 120 mil ocorrências, com mais de 4 mil mortos. Ontem, os mercados se animaram com a promessa do presidente norte-americano, Donald Trump, de apresentar um pacote de medidas econômicas para conter os estragos com o coronavírus. Marcado para ontem à noite, o anúncio foi postergado, adicionando mais volatilidade ao pregão de hoje. Por outro lado, o Banco Central inglês cortou sua taxa de juros em 0,5 p.p. para 0,25% a.a. Amanhã, quinta-feira, o Banco Central Europeu tem sua reunião monetária, e a presidente Christine Lagarde prometeu medidas.

IPCA

A inflação oficial, o IPCA, foi divulgada na manhã desta quarta-feira (11). No mês de fevereiro, o índice ficou em 0,25%. No acumulado anual, a alta é de 0,46%. Leia mais: IPCA fica em 0,25% em fevereiro e é menor valor para o mês desde 2000 O professor de economia da UFRJ, Ricardo Barboza, explicou, com uma thread no Twitter, as razões para as projeções da inflação continuarem caindo mesmo com a alta do dólar perante o real: https://twitter.com/menezes_barboza/status/1236362662885445633

Balanços

O noticiário corporativo, ofuscado pelas preocupações com o coronavírus, aguarda os resultados das empresas como BR Distribuidora e Alupar para depois do fechamento dos mercados.
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