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China

Ibovespa cai 2,94% e volta para 100 mil pontos; dólar bate R$ 4,04 com receio de recessão global

14 agosto 2019 - 22h31Por Angelo Pavini
Dados econômicos mais fracos da atividade industrial e das vendas na China e queda do PIB na Alemanha aumentaram o receio de uma recessão mundial e provocaram fortes quedas nas bolsas de valores do mundo todo. Nos EUA, o Índice Dow Jones fechou em baixa de 3,05%, a maior perda do ano, o Standard & Poor’s 500, de 2,93% e o Nasdaq, 3,02%. Na Europa, o Índice Euro Stoxx 600 perdeu 1,68%, com o DAX, da Alemanha, recuando 2,19% e o CAC, de Paris, 2,08%. A produção industrial chinesa subiu 4,8% na comparação anual de julho e as vendas no varejo apresentaram expansão anual de 7,6%. Ambos os resultados vieram significativamente abaixo do esperado e a desaceleração da economia chinesa prossegue, observa o Banco Fator.

Alemanha tem pior crescimento em seis anos

Os resultados do PIB da Zona do Euro, especialmente da Alemanha, ambos divulgados hoje, contribuíram para o quadro pessimista. A desaceleração da atividade é clara: o PIB do bloco cresceu 1,1% no segundo trimestre de 2019 em relação ao mesmo período de 2018. Já o da Alemanha avançou 0,4% na mesma comparação, marcando o pior desempenho em seis anos. Na comparação com o primeiro trimestre, a atividade na Alemanha recuou 0,1% e na Zona do Euro desacelerou para alta de 0,2%. Ataques do presidente americano Donald Trump, reclamando do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Jerome Powell, por não cortar mais os juros, ajudaram a aumentar as preocupações.

Juro de 10 anos nos EUA é menor que o de 2 anos pela 1ª vez desde 2007

Hoje também as taxas de curto prazo, três meses, dos papéis do Tesouro dos EUA voltaram a ficar acima das longas, um sinal de recessão, segundo analistas. Os juros dos papéis de 10 anos também caíram abaixo do 1,58% pago pelos papéis de dois anos pela primeira vez desde 2007, reforçando o receio de uma recessão. A leitura dos investidores é que a economia vai se desaquecer no futuro e por isso as taxas longas têm de ser mais baixas. Hoje também foi vencimento de opções sobre o Índice Bovespa na bolsa brasileira. Ajudaram a puxar o índice para baixo as ações da Petrobras, com queda de 3,37%, da Vale, com baixa de 3,48%, e dos bancos Bradesco, -1,96% e Itaú Unibanco, 2,20%. As ações da bolsa B3 também caíram, 4,71%. Entre as ações do índice, a maior queda foi de Kroton ON, com -11,55%. Embraer perdeu 5,85%, Eletrobras ON, 5,69% e Cosan ON, 5,45%. Nenhum papel do índice fechou em alta hoje. O volume negociado atingiu R$ 40,438 bilhões, sendo R$ 9,461 bilhões de opções sobre o índice.

Kroton sofre após balanço do 2º tri

As ações da Kroton despencaram em reação ao balanço divulgado pela companhia hoje antes da abertura do mercado, com números reportados abaixo da expectativa do mercado, com queda no lucro líquido e crescimento na evasão de alunos, diz a Guide Investimentos. Apesar dos resultados negativos, a corretora diz que espera um cenário melhor para o segundo semestre, vislumbrando uma recuperação da confiança do consumidor e queda da taxa de desemprego.

Dólar passa dos R$ 4,00 e juros futuros sobem

No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou em alta de 1,85%, vendido a R$ 4,04. O dólar turismo subiu 2,18%, para R$ 4,21 para venda. Os juros também subiram, com os contratos para janeiro de 2020 projetando 5,475% ao ano, ante 5,440% ontem. Para 2021, a taxa subiu de 5,39% para 5,46%. Para 2025, a projeção subiu de 6,87% para 6,95% ao ano. O post Ibovespa cai 2,94% e volta para 100 mil pontos; dólar bate R$ 4,04 com receio de recessão global; Dow Jones recua 3% apareceu primeiro em Arena do Pavini.
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