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IBC-Br fraco desperta medo de recessão e juro futuro cai abaixo de 6% ao ano; expectativa de BC cortar Selic aumenta

14 junho 2019 - 12h08Por Angelo Pavini
A queda acima do esperado do Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do Banco Central (BC) divulgado hoje acendeu a luz de alerta para o risco de o país voltar a uma recessão e aumentou as apostas em um corte nos juros básicos, hoje de 6,5% ao ano. Segundo o indicador, a atividade acumulada no trimestre encerrado em abril recuou 0,3% em relação ao mesmo período de 2018 e registrou queda de 1,5% em relação ao trimestre imediatamente anterior, encerrado em janeiro. Como o Produto Interno Bruto (PIB) já caiu 0,2% no primeiro trimestre, se a taxa negativa indicada pelo IBC-Br se confirmar no segundo trimestre, seriam dois períodos seguidos de queda, o que economistas formalmente classificam como recessão técnica, afirma o Banco Fator. Esse receio teve impacto nos mercados e as taxas de juros futuras recuaram para menos de 6% ao ano para 2021 e aumentaram as apostas em um corte na taxa básica Selic ou pelo menos uma indicação mais firme de redução já na reunião da semana que vem do Comitê de Política Monetária (Copom). No mercado futuro da B3, os contratos de DI para janeiro de 2020 projetam juros de 6,01% acumulados neste ano, o que significaria que a taxa teria de cair abaixo disso nos próximos meses, pois até agora o juro está em 6,5% ao ano. Já para 2021, a projeção caiu para 5,95%, uma das mais baixas da história, 0,12 ponto percentual inferior ao fechamento de ontem. “Com a desaceleração da atividade se confirmando e, talvez, se acelerando, as chances do Copom promover um novo ciclo de queda da taxa Selic aumentam”, afirma Pedro Paulo Silveira, economista-chefe da corretora Nova Futura. Para ele, o mais provável é que o BC mantenha os juros inalterados na semana que vem, introduzindo em seu comunicado um sinal para o início de novas quedas a partir de julho ou agosto. “Reduzimos a Selic para o final de 2019 para 5,75% e acreditamos que o IBC-Br de hoje confirme essa aposta”, diz o economista. Para o investidor, a queda das projeções de juros reduzem os ganhos das aplicações pós-fixadas, atreladas ao juro Selic, como os fundos DI ou o Tesouro Selic, e as corrigidas pelo CDI, como CDBs, LCIs, LCAs e algumas debêntures. Ganham aplicações feitas em papéis prefixados, ou corrigidos pela inflação com juros reais prefixados. Para a Guide Investimentos, o indicador mostrou que a economia se contraiu em abril. O dado ainda deixa mais claro que a economia brasileira entrou no segundo trimestre ainda bastante debilitada e, caso não ocorra uma recuperação em maio e junho, existem grandes chances do país ter um primeiro semestre com crescimento zero ou até mesmo negativo.

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