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Embraer Boeing

Sem negócio com Boeing, papéis da Embraer devem sofrer no curto prazo

27 abril 2020 - 11h46Por Eduardo Guimaraes
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A Boeing anunciou na manhã do sábado (25) que desistiu do contrato de transação master com a Embraer (EMBR3). O acordo visava estabelecer duas joint ventures, uma com o segmento da aviação civil da Embraer e envolvia a cifra de 4,2 bilhões de dólares para a aquisição de 80 por cento de tal área e outra para “desenvolver novos mercados para a aeronave de transporte aéreo médio e mobilidade C-390 Millenium”. Um dos termos do contrato preconizava que o dia 24 de abril era a data limite para as partes exercerem seus direitos de rescisão com possível extensão do prazo em caso do comprimento de algumas exigências previamente acordadas. A Boeing decidiu exercer seu direito, alegando que algumas condições do contrato não foram atendidas. Em resposta, a Embraer divulgou em seu site oficial na mesma data uma nota alegando que a Boeing rescindiu o contrato de forma indevida, utilizando pretextos falsos para desistir do negócio. Ela acredita que a desistência foi por conta da “falta de vontade em concluir a transação, sua condição financeira, ao 737 MAX e outros problemas comerciais e de reputação.” A notícia é negativa para os acionistas da Embraer e esperamos impacto negativo no preço das suas ações no curto prazo. Contudo, parte da informação já está no preço, visto que ao longo da última sexta-feira (24) rumores sobre o possível distrato no acordo foram amplamente divulgados no noticiário corporativo. Na sexta-feira as ações da Embraer (EMBR3) recuaram 10,7 ante queda de 5,5 por cento do Ibovespa. No ano, a queda chega a 58 por cento, bem acima da queda de 34,9 por cento no principal índice da bolsa brasileira. A desistência por parte da Boeing é um indicativo de que o planejamento da empresa foi alterado por conta da pandemia do coronavírus e a prioridade para o restante do ano será a sua sobrevivência. O setor de aviação é um dos mais atingidos pela crise da Covid-19. Nos Estados Unidos é debatido formas do governo americano ajudar a companhia, mas que o auxílio, caso concedido, não deveria ser utilizado para fechar a compra da Embraer. Para a Embraer, a fusão, que vem sendo negociada a cerca dois anos, significava ganhos fortes de sinergia além da redução do risco da Boeing adentrar como concorrente no seu mercado.

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