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IPCA

Preço da carne bovina não deve impactar cenário de inflação para 2020

22 novembro 2019 - 15h59Por Tiago Tristão
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Foi divulgado hoje (22) o Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é uma prévia da inflação oficial. O índice subiu 0,14% em novembro, menor resultado para o mês desde 1998, quando a taxa variou negativamente 0,11%.Em 12 meses, o IPCA-15 acumula alta de 2,67%, valor abaixo dos indicados nos 12 meses anteriores, que foi de 2,72%. No acumulado do ano, apresenta uma alta de 2,83%.Projetamos o IPCA com uma alta de 0,38% para o mês de novembro (o IBGE divulgará o dado oficial dia 6 de dezembro), o que implica em uma taxa interanual de 3,14%.

  Houve leve aceleração puxada pelo grupo Transportes (subiu 0,30%), impactado pelo aumento da gasolina e do etanol em novembro. Alimentação e bebidas apresentaram ligeira alta no índice de novembro (de 0,06%), após três meses consecutivos de deflação. O destaque positivo foi o grupo Carnes, que subiu 3,08%, e deve apresentar altas expressivas nos próximos meses devido à demanda chinesa. Desde junho a inflação medida pelo IPCA-15 permanece bem-comportada e estável, com média de 0,09% (taxa anualizada de 1,1%).

Propagação da inflação de carne bovina no IPCA

Os preços da carne bovina têm apresentado sucessivos aumentos no atacado, segundo dados coletados da CEPEA-ESALQ/USP. O preço do boi era de R$ 227,40 por arroba (15 quilos) no dia 21 de novembro, o que representa uma variação de 38,7% no s últimos 30 dias.Essa alta está relacionada ao aumento da demanda chinesa. Desde 2018 a China enfrenta problemas de produção devido à peste suína africana. As exportações de carne bovina para a China subiram 24% de janeiro a outubro e a alta demanda chinesa eleva o preço da carne (as unidades habilitadas para a exportação para a China subiram de 16 para 40 nos últimos 9 meses, segundo dados da Associação Brasileira de Frigoríficos).Para avaliar os efeitos de um choque no preço das carnes sobre o IPCA utilizamos um modelo de vetor autoregressivo (VAR), seguindo a mesma metodologia empregada pelo Bacen para avaliar a propagação da inflação de alimentos no IPCA.O choque no preço da arroba do boi impacta, em um primeiro momento, os preços do grupo "Carnes", depois se propaga para os grupos de "Alimentos Industrializados", e "Refeições” (alimentação fora de casa). A função de resposta ao impulso do choque de um ponto percentual no preço da arroba do boi sobre esses grupos do IPCA é apresentada no gráfico abaixo.

  A estimativa pontual indica que o aumento de 1% no preço da arroba resulta em um efeito acumulado de 0,39% no grupo "carnes" (após 3 meses), 0,17% no grupo "Alimentos industrializados" (após 5 meses), e de 0,05% no grupo "Refeições" (após 4 meses). Ponderando os efeitos acima pelo peso dos respectivos grupos no IPCA, temos que o índice, no total, sofre um efeito acumulado de 0,012%. Os maiores repasses se dão entre 30 e 60 dias após o choque no preço do atacado.

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