quarta, 08 de dezembro de 2021
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Desemprego de 11% no último trimestre de 2019 indica recuperação maior

Ao longo de 2020 o desemprego deve apresentar queda de 0,5%, encerrando o ano em 11,4%

31 janeiro 2020 - 13h16Por Tiago Tristão

▪ A taxa de desemprego em dezembro encerrou 2019 em 11%, representando uma queda de 0,8 ponto percentual em relação ao trimestre de julho-setembro (11,8%). O desemprego ficou 0,6 ponto percentual abaixo do mesmo período do ano anterior. O Resultado indica uma recuperação do emprego em ritmo superior ao que foi observado ao longo dos demais trimestres de 2019; ▪ A população ocupada cresceu 0,2% no último trimestre de 2019 em relação ao último trimestre de 2018. Já a força de trabalho cresceu 0,5% na mesma base de comparação. Importante notar que a taxa de participação segue em nível bastante alto na comparação histórica, o que dificulta a queda na taxa de desemprego; ▪ O emprego no setor privado com carteira assinada (ex-domésticos) ficou em 33,7 milhões no trimestre outubro-dezembro de 2019, significando um aumento de 248 mil empregos em relação ao trimestre setembro-novembro, e 726 mil empregos nos últimos 12 meses; ▪ A taxa média de desemprego caiu de 12,3% em 2018 para 11,9% em 2019. Esperamos que o desemprego apresente uma queda ao redor de -0,5 ponto percentual ao longo deste ano, encerrando 2020 em 11,4%.   A taxa média de desemprego caiu de 12,3% em 2018 para 11,9% em 2019. Houve crescimento em praticamente todos os setores de ocupação, mas o destaque positivo foi a construção, que apresentou, em 2019, reversão no movimento de retração, totalizando 6,7 milhões de trabalhadores. Vale ressaltar que a queda do desemprego foi puxada pelo emprego formal, mas também pelo emprego informal. A informalidade atingiu 41,1% da força de trabalho (equivalente a 38,4 milhões de pessoas), o maior contingente desde 2016, apesar da estabilidade em relação a 2018. Com a retomada do crescimento a um ritmo mais forte em 2020, esperamos que o percentual de trabalho informal inicie tendência de queda ao longo deste ano. Apesar da alta participação do trabalho informal na força de trabalho, o emprego com carteira no setor privado apresentou melhora significativa em 2019, principalmente no último trimestre. Em 2019 o rendimento médio habitual apresentou crescimento real de 0,6%, em média. Entendemos que 2020 será novamente um ano de baixo crescimento real nos rendimentos. O nível de desemprego ainda está muito alto, além disso, muito setores ainda estão operando com grande ociosidade do fator trabalho (por exemplo, a indústria de transformação e a construção civil). Porém, o crescimento da população ocupada implicará em crescimento da massa real de rendimentos, o que favorecerá o consumo das famílias este ano. No geral, o último trimestre de 2019 apresentou melhora da economia brasileira em relação aos trimestres anteriores e esperamos a continuidade desse ritmo de recuperação ao longo deste ano. Deste modo, projetamos uma queda interanual de 0,5 ponto percentual na taxa de desemprego, que deve encerrar 2020 em 11,4%.  

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