quinta, 02 de dezembro de 2021
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Sem financiamento para o Minha Casa, Minha Vida, ações de construtoras podem ter queda

23 agosto 2019 - 11h43Por Eduardo Guimaraes
Por Eduardo Guimarães* Os novos financiamentos às obras do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV) estão suspensos devido a uma portaria mal redigida. A afirmação é de Ronaldo Cury, vice-presidente de habitação popular do Sindicato da Indústria de Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP).

De acordo com Cury, 18 mil clientes não conseguiram acessar o financiamento. Segundo a portaria publicada em 14 de agosto, os recursos para serem liberados ao MCMV pelo Orçamento Geral da União (OGU) ficaram limitados a 450 milhões de reais (originalmente estavam previstos 900 milhões de reais). No total foram liberadas 430 milhões de reais até agora.

Sem os recursos restantes (20 milhões de reais) do orçamento da União, a Caixa Econômica Federal (CEF) não poderá liberar recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para novos financiamentos às obras e aos clientes da faixa 1,5 e 2 do programa. A faixa 1,5 do Minha Casa Minha Vida atende famílias com renda mensal de 1,8 mil a 2,6 mil reais, enquanto a faixa 2 é voltada a quem tem renda familiar de 2,6 mil a 4,0 mil reais.                                 Quer investir em ações? Abra uma conta na XP Investimentos: online, rápido e grátis A notícia é negativa para as ações das empresas do setor de construção civil mais voltadas ao segmento de baixa renda com exposição ao programa habitacional Minha Casa, Minha Vida: MRV Engenharia (MRVE3), Tenda (TEND3) e Direcional (DIRR3). Desde outubro de 2018, temos alertado que o setor de construção civil mais voltado ao segmento de baixa renda poderia enfrentar dificuldades em relação às fontes de financiamento do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. Acreditamos que a recuperação do setor imobiliário, especialmente no mercado de São Paulo, será mais favorável às incorporadoras mais voltadas ao segmento de média e alta renda (EZTC3, CYRE3, EVEN3, TCSA3, HBOR3, TRIS3 e GFSA3). Atualmente, a poupança é a principal fonte de financiamento do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) com saldo de 802 milhões de reais, pois os bancos precisam obrigatoriamente destinar 65% dos recursos da poupança ao crédito imobiliário. O recente anúncio da CEF que começou a oferecer crédito imobiliário atrelado à inflação para os clientes é positiva para o setor de construção civil mais voltado à média e alta renda, pois cria alternativas de financiamento para o setor. Esperamos impacto positivo no preço das ações da B3 (B3SA3) no curto prazo. *Eduardo Guimarães é especialista em ações na Levante, empresa de recomendações, análises e carteiras de investimentos. Esta coluna é de inteira responsabilidade da Levante e não reflete, necessariamente, a opinião da SpaceMoney.
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