quinta, 09 de dezembro de 2021
Paulo Guedes

Guedes diz que é preciso simplificar para economia crescer

29 maio 2019 - 15h33Por Agência Brasil
Ao participar hoje (29), de seminário sobre produtividade e crescimento econômico, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que é possível ampliar a produtividade de um país e o crescimento da economia destravando e simplificando medidas. “É possível colocar uma economia para crescer 5,6% ao ano, três, cinco, sete anos seguidos simplesmente destravando tudo. Desregulamenta aqui, simplifica ali, reduz impostos", disse o ministro, ao destacar que exemplos da iniciativa privada e de outros países também podem contribuir para o crescimento econômico: "Pega um método que já é usado em gestão no setor privado e adota no setor público também. Pega um método que já é usado numa empresa norte-americana e traz para o Brasil. Esse uso do conhecimento tácito, quando você desregulamenta, destrava, simplifica, isso permite ao país dar uma arrancada que nem os agentes convencionais conseguem explicar direito”, disse.

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Após participar do seminário, Guedes respondeu a perguntas de jornalistas sobre o projeto de crédito suplementar enviado pelo Executivo ao Congresso Nacional no valor de R$ 248,9 bilhões. Segundo Guedes, o fato de ontem (28) a equipe técnica do ministério ter sugerido um valor menor, de R$ 146,7 bilhões “desorienta um pouco” e causou “embananamento”. O pedido de crédito suplementar é analisado pela Comissão Mista de Orçamento. “A equipe técnica, quando resolveu mandar, viu que ela já tem origem para algo em torno de cento e poucos bilhões, então, em vez de pedir os R$ 250 bilhões poderia pedir menos. Então o embananamento é esse. Tá todo mundo preparado para aprovar uma coisa, ai chega uma outra coisa. Ai dizem vem cá, vocês querem esse ou aquele, qual vocês querem?”, disse Guedes. O crédito suplementar corresponde ao valor que o governo precisará captar no mercado, a partir da emissão de títulos, para saldar todas as despesas do ano. Nesse caso é preciso a aprovação do Congresso, por maioria absoluta de votos, porque o governo precisa do aval dos parlamentares para fazer operações de créditos que extrapolem o limite estabelecido pela chamada regra de ouro, prevista na Constituição.
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