segunda, 06 de dezembro de 2021
Bolsonaro

Para analista político, governabilidade é o principal desafio do governo Bolsonaro

21 agosto 2019 - 10h16Por Redação SpaceMoney
Nos primeiros oito meses do governo Bolsonaro, o presidente optou por não formar uma coalizão governista. O sócio-diretor da consultoria de inteligência governamental Prospectiva, Ricardo Sennes, afirmou que essa estratégia torna o presidente “fraco" no Brasil. "Bolsonaro só é forte se ele consegue formar maioria no Executivo, se sabe negociar, se há uma imagem positiva. Assim ele ganha força e influência. Boas relações são necessária.” As declarações foram dadas no evento “Os Impactos da Reforma da Previdência nos Investimentos”, realizado pela SpaceMoney, nesta quarta-feira (21), em São Paulo, com patrocínio da Ipê Investimentos e apoio da Genial Investimentos, Prospectiva, Ouro Preto Investimentos e Amazônia Capital. Veja também: Sennes ainda afirmou que “em outubro começa um novo governo com a aprovação da reforma, mas manter as agências econômicas dos grupos será difícil. Há um problema de coordenação no governo. Foi bem controlado no primeiro semestre, mas nada garante que isso se prolongue”, opinou. Segundo Sennes, a previsão para a relação do presidente com o Congresso daqui para frente é a fragmentação e a frágil identidade partidária. Bolsonaro não formará uma base aliada e, assim, sua margem de apoio deve seguir a tendência demonstrada no gráfico abaixo, com leves oscilações de uma governabilidade que, no geral, é considerada mediana pela Prospectiva.   “Entretanto, é possível observar que o apoio que Bolsonaro conseguiu em julho confere ao presidente uma governabilidade considerada alta. Isso se deu em prol da disposição do Congresso em aprovar as reformas macroeconômicas. Temos quase 73% do Congresso favorável. Esse é o melhor clima de consenso no Congresso nos últimos anos”, constatou Sennes. Entretanto, segundo levantamento da Perspectiva, a desconfiança na capacidade do governo de cumprir acordos mina a governabilidade: 56,9% dos deputados temem que acordos com o Executivo sejam descumpridos por deslealdade (8,7%), incapacidade (23,2%) ou ambos (25%). “Os Impasses que vemos entre grupos do governo prejudicam avanço da agenda governista, como as viagens do presidente para os Estados Unidos e Israel, os temas polêmicos como o Escola Sem Partido e o pacote anticrime deixam o governo politicamente frágeis e governos assim acabam expondo a economia a mais conflitos internos imprevisíveis”, opinou. Conteúdo do evento para ler / baixar: Expectativas para as reformas da previdência e tributária Previdência “Podemos dizer que Rodrigo Maia foi o grande protagonista da Previdência no 1º turno da Câmara e ele está de acordo com Guedes. [Maia] já afirmou que discorda do Bolsonaro em um milhão de coisas, mas que concorda 100% com a agenda reformista do Guedes, mas não com a do Bolsonaro. Com isso, ficamos muito otimistas porque a proposta é trazer uma economia próxima de R$ 725 bilhões, em 10 anos.” Tributária “Na minha visão, acredito que enquanto não houver consenso entre Executivo, Câmara e Senado, a expectativa de avanço de qualquer proposta de Reforma Tributária ainda neste ano é baixa. PEC 45/19 (Baleia Rossi) já aprovada na CCJC: mais forte das propostas e apoio de Maia.” A cena política futura Sennes apresentou três possíveis cenários que podem tomar a política brasileira nos próximos anos de governo Bolsonaro. Veja abaixo:
 
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