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Gol tem forte queda em dia negativo na bolsa; aérea pode superar crise sozinha

24 junho 2020 - 12h32Por Investing.com
Por Gabriel Codas Investing.com - Depois de fechar com forte valorização de mais de 10% na véspera, as ações da Gol (SA:GOLL4) recuam de forma expressiva na parte da manhã desta quarta-feira na bolsa paulista, uma das maiores queda do Ibovespa hoje. Ontem, a companhia informou que tem recursos em caixa para honrar dívida de US$ 300 milhões que vence em agosto, mas está negociando alternativas para atenuar este impacto em estratégia para preservar seu caixa durante a epidemia de Covid-19, afirmou o presidente-executivo da empresa, Paulo Kakinoff, na terça-feira. Após a afirmação, as ações chegaram a disparar no final da sessão de ontem, assim como os papéis da Azul. No entanto, o sentimento de aversão a risco na sessão de hoje condiciona os investidores a realizar lucro com as ações das aéreas. O movimento negativo, com queda de 6,48% a R$ 18,61 por volta das 12h20, também é acompanhado pela Azul (SA:AZUL4), que recuava 6,71% a R$ 20,99. A bolsa brasileira perdia 2,03% aos 94.027 pontos, no mesmo horário. O executivo participou de conferência online sobre o setor aéreo com representes do Ministério da Infraestrutura e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e promovido pela Airport Infra Expo. “Temos este vencimento no mês de agosto, cujos recursos para amortização nós temos em caixa. Temos o objetivo de preservar o máximo possível o caixa e trabalhamos em alternativas para que estes compromissos possam ser atenuados”, disse o executivo. Questionado sobre o recente acordo de codeshare anunciado por Azul e Latam, Kakinoff afirmou que trata-se de uma tendência para o setor acelerar o fim do desequilíbrio entre oferta e demanda criado pela pandemia, mas que a Gol tem condições de seguir sozinha. “A Gol hoje é uma empresa que tem 40% de participação de mercado. Temos escala suficiente para que a gente possa navegar por esse deserto e através de nossos ganhos de eficiência e viabilizar nossos planos”, disse o executivo. Azul e Latam surpreenderam o mercado na semana passada ao anunciarem acordo de codeshare para conectar suas malhas domésticas, ilustrando como o setor aéreo está tentando otimizar a estrutura para enfrentar o impacto das medidas de quarentena. A parceria, que deve estar operacional em agosto, inclui inicialmente 50 rotas domésticas não sobrepostas de/para Brasília (BSB), Belo Horizonte (CNF), Recife (REC), Porto Alegre (POA), Campinas (VCP), Curitiba (CWB) e São Paulo (GRU). “As empresas no mundo todo estão sofrendo ajustes e algumas delas se inviabilizando...e haverá quantidade significativa de fusões, não aquisições, porque as empresas estão em patamar de liquidez muito baixo”, disse Kakinoff. “No nosso caso, não parece ser que faça muito sentido essa agenda.”
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