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Gol lidera alta do Ibov; Delta pode ter que assumir dívida de US$ 300 mi da aérea

27 agosto 2020 - 13h16Por Investing.com

Por Gabriel Codas, da Investing.com - Com a notícia de que a Delta Air poderá ter que pagar um empréstimo de US$ 300 milhões da Gol, do qual a aérea americana é garantidora e o prazo se encerra na próxima segunda-feira, as ações da Gol (SA:GOLL4) lideram os ganhos do Ibovespa em um dia positivo para o mercado acionário. A Delta é ex-sócia da companhia brasileira. Por volta das 11h18, os ativos da Gol somavam 3,02% a R$ 18,08, com máxima em R$ 18,32. O Ibovespa avançava 0,18% a 100.870 pontos, com máxima em 101.547 pontos. A avaliação, de acordo com a Reuters, é que se a Gol não pagar, o que as agências de rating dizem ser provável, a Delta teria que honrar a dívida em nome da Gol. O problema é que, assim como a Gol, a Delta, que informou em julho estar queimando US$ 27 milhões de dólares por dia, tem pouco para gastar devido à pandemia do coronavírus. Para a Gol, o vencimento do empréstimo apoiado pela Delta ocorre em meio a uma severa crise de caixa. O empréstimo foi concedido por investidores privados não identificados. "A Gol está enfrentando queima de caixa constante sem possibilidades de refinanciamento", disse Amalia Bulacios, que cobre a Gol para a S&P, que classifica sua dívida como CCC-. Na segunda-feira, antes de pagar o empréstimo, a Gol poderia ter apenas 1,6 bilhão de reais em caixa, calculou a Reuters. O cálculo é baseado no caixa e equivalentes da Gol, bem como seus investimentos líquidos, em 30 de junho, menos o consumo de caixa esperado de 3 milhões de reais por dia. "Faltam três dias úteis para o prazo e a empresa está muito calada; não está claro se há negociação em andamento", disse. A Gol e a Delta não confirmaram se alguma negociação está ocorrendo. Uma fonte familiarizada com o assunto disse que negociações estão ocorrendo. A situação é similar à da colombiana Avianca em maio, quando entrou com pedido de falência devido ao prazo de amortização da dívida no dia seguinte. Mas analistas disseram que as necessidades de reestruturação da Gol são bem mais simples do que as da Avianca e podem ocorrer fora do tribunal. Ma levantar dinheiro na última hora parece improvável. Embora o governo brasileiro tenha oferecido à Gol R$  2 bilhões em empréstimos, duas fontes disseram que não o dinheiro não será liberado a menos que a Gol consiga adiar o prazo de sua dívida. O Brasil quer que os recursos sejam usados ​​nas operações da companhia aérea, não para reembolsar credores. Enquanto isso, os executivos da Gol reconheceram no mês passado que a companhia aérea tem poucas perspectivas de levantar novo capital. "Há uma certa aversão ao Brasil, uma certa aversão às companhias aéreas, e então estamos no meio disso", disse o vice-presidente de finanças da Gol, Richard Lark, em teleconferência de resultados. Os problemas de dívida da Gol mostram a rapidez com que o coronavírus alterou os balanços das aéreas em todo o mundo. Durante anos, a Gol subestimou a importância do empréstimo de 300 milhões de dólares. Os executivos disseram não apenas que o reembolsariam integralmente, mas que o fariam antes do prazo. Em 25 de fevereiro, mesmo com a pandemia devastando a Ásia e a Europa, uma apresentação da Gol disse que a companhia aérea "não tinha vencimentos relevantes nos próximos cinco anos". Agora, o futuro da Gol está em jogo por causa do vencimento do empréstimo antes aparentemente insignificante. A Delta, que há muito se expande em todo o mundo comprando em outras operadoras, em 2015 injetou 56 milhões de dólares na Gol e garantiu o empréstimo de 300 milhões. Na época, executivos da Gol disseram que não poderiam ter aumentado a dívida sem o apoio da Delta. A Delta vendeu sua participação na Gol em 2019 para comprar uma fatia na rival Latam, mas manteve a garantia do empréstimo. Se a Gol não fizer o pagamento, a Delta terá a opção de ter a participação da aérea brasileira na empresa de programa de fidelidade Smiles (SA:SMLS3) (SA:), que garantiu o empréstimo. Mas a participação da Gol na Smiles vale apenas 954 milhões de reais. E o programa de fidelidade tem pouco valor estratégico, visto que a Delta trocou a Gol pela Latam. "Se a Delta fizer isso, estrangulará o caixa da Gol, colocará em risco a sobrevivência da Gol e se tornará acionista da Smiles, uma empresa que precisa da Gol para ter sucesso", disse Ricardo Fenelon, ex-chefe da Anac. "Não faz muito sentido." (Com contribuição de Reuters)

Tags: Delta, GOL
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