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Azul

Fitch corta nota da Azul para CCC com observação negativa; ações avançam

24 agosto 2020 - 14h51Por Investing.com

Por Gabriel Codas, da Investing.com - Na última sexta-feira, a agência de classificação de riscos Fitch Ratings rebaixou a nota de longo prazo em moeda local e estrangeira da Azul (SA:AZUL4) de "B-" para "CCC" e o rating na escala nacional de "BB (SA:BBAS3) (bra)" para "CCC (bra)". Além disso, forma reiteradas que as notas têm observação negativa.

Mesmo com a notícia, as ações da companhia acompanham o dia positivo na bolsa e avançam 2,72% a R$ 22,28, acima dos ganhos do Ibovespa hoje. O principal índice acionário brasileiro avançava 0,44% a 101.965 pontos, às 14h45. Contribui para a alta das ações a avaliação dos analistas do BTG Pactual sobre ela, mesmo com manutenção da recomendação Neutra.

O que diz a Fitch

A Fitch esclareceu que a decisão reflete a baixa demanda por viagens aéreas no Brasil e a incerteza quanto à recuperação do mercado, além da possibilidade de a companhia passar dificuldades em levantar recursos nos próximos seis meses. Outro ponto negativo é a limitação geográfica de suas operações.

Apesar disso, a agência entende que a aérea tem uma posição de caixa para manter suas operações até meados de 2021. A questão é que o acesso a crédito é visto como essencial para evitar uma nova rodada de renegociação de dívida até o final do ano que vem.

Assim, a demora para obter o dinheiro do BNDES, e a complexa estrutura desenhada para a transação, é um problema para a Azul.

O que diz o BTG

O BTG Pactual (SA:BPAC11) avalia que, olhando para o futuro, a administração reconhece que as receitas da Azul cairão (pelo menos no curto prazo até que a demanda se recupere totalmente), mas também prevê uma companhia aérea muito mais eficiente, com uma estrutura de custos mais enxuta e margens melhores, afirmando que "há um céu azul depois das nuvens". A avaliação vem após videoconferência com CEO da Azul, John Rodgerson, realizado na última sexta-feira.

A direção da Azul se diz surpresa com a recuperação da demanda mais rápido do que o esperado, o que pode levar a um aumento na expectativa do nível de oferta, com possibilidade de terminar o ano acima dos 40% da capacidade de 2019 projetada inicialmente. A retomada da demanda vem de das regiões Centro-Oeste e Nordeste, enquanto os voos de negócios e internacionais continuam com demanda fraca. Mas os executivos da aérea expressam que o cenário deteriorado deve permanecer até que o mercado se estabilize.

Os analistas ressaltam os R$ 7 bilhões poupados entre o início da pandemia em março e dezembro de 2021, de acordo com executivos da Azul, com fortalecimento do caixa em meio a forte corte de custos com a redução da queima de caixa diária de R$ 4 milhões para R$ 3 milhões.

A diretoria também compartilhou seu entusiasmo em relação ao negócio de carga, que tem apresentado desempenho superior nos tempos atuais, beneficiando-se de uma mudança no comportamento do consumidor em relação às compras online. De forma geral, os analistas acreditam que a discussão foi muito positiva e trouxe um olhar favorável para a empresa. Mas mantém a classificação Neutra, pois permanece cautelosa sobre os altos níveis de alavancagem da empresa, com preço-alvo em R$ 26,00

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