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reforma da previdência

FECHAMENTO: Expectativa de avanço da Previdência empurra Ibov; Recordes em NY

23 abril 2019 - 20h58Por Investing.com
Investing.com - A perspectiva de aprovação da admissibilidade do texto da reforma da Previdência na audiência da CCJ na Câmara nesta terça-feira e o exterior com apetite ao risco influenciado por resultados corporativos acima da expectativa nos EUA impulsionaram o Ibovespa no pregão de hoje. O principal índice acionário brasileiro saltou 1,41% a 95.923,24 pontos. Durante a tarde, o Ibovespa chegou a ultrapassar os 96 mil pontos. O gatilho para a força do índice foi o acordo entre governo e partidos do Centrão para a votação da admissibilidade da reforma na CCJ. Em reunião durante a manhã entre o secretário da Previdência Rogério Marinho e lideranças do Centrão, ficou acertado mudanças em partes do texto. Serão retirados a eliminação do pagamento de multa do FGTS a aposentados, a saída do estabelecimento da Justiça Federal do Distrito Federal como foro para julgar contestações à reforma, a retirada de uma brecha para que a idade máxima para aposentadoria compulsória de servidores públicos fosse definida por lei complementar e a saída da exclusividade do Poder Executivo para propor mudanças nas regras previdenciárias. Durante a edição desta matéria, houve a aprovação da inversão da pauta para acelerar a votação da Previdência. Não espere a aprovação da Reforma da Previdência. Abra uma conta na XP Investimentos e invista em ações! O dólar seguiu os otimismo interno e externo e caiu 0,26% a R$ 3,9224, apesar de os investidores se manterem sob cautela em relação ao processo de tramitação da Previdência no Congresso. A moeda americana ficou boa parte da sessão operando em alta. Exterior A enxurrada de resultados corporativos nos EUA está alimentando o apetite dos investidores ao risco. A divulgação acima da expectativa de Twitter, Coca-cola e P&G empurraram a recorde de fechamento no S&P 500, com alta de 0,88% a 2.933 pontos, e na Nasdaq, que subiu 1,32% a 8.120 pontos. Dow Jones não ficou atrás e ganhou 0,55% a 26.656 pontos. Na Europa, os principais mercados do continente retornaram com disposição do feriado de Páscoa – ontem estiveram fechados. Foi a oitava sessão consecutiva de alta, puxada por papéis ligados ao setor de energia, que mais uma vez observou a renovação de máximas em 2019 no preço do petróleo. Petróleo O petróleo WTI, negociado em Nova York, passou dos US$ 65 e encerrou o dia com ganhos de 1,10% a US$ 66,27. O Brent, referência mundial e cotado em Londres, subiu 0,39% a US$ 74,33. A sessão de hoje renovou as máximas do preço do petróleo, que estão abaixo do pico em 2018 – US$ 87 para o Brent e US$ 77 para o WTI em outubro do ano passado. Analistas e investidores avaliaram o impacto do fim da isenção de sanções aos importadores de petróleo iraniano, o que alimentou novamente os touros a escalarem os preços. O governo americano trabalha sob a expectativa de que os países-membros da OPEP e seus aliados aumentem a produção para compensar a saída do petróleo dos aiatolás do mercado. Fontes consultadas pela Reuters confirmam que os membros da Opep no Golfo Pérsico podem realmente elevar a produção. No entanto, é importante frisar dois movimentos concomitantes neste cenário. A Opep e aliados aplicam desde dezembro cortes na produção para “reequilibrar o mercado”, após os preços despencaram no último trimestre do ano passado. Esta queda foi motivada após o presidente dos EUA Donald Trump convencer a Arábia Saudita a aumentar a produção para compensar a saída do petróleo iraniano no mercado, que seria alvo de sanção a partir de novembro. No entanto, a isenção a países importadores do Irã pegou todos de surpresa e desabou o preço. Resta saber agora se Opep e aliados vão elevar a oferta para compensar nova perspectiva de retirada do Irã do mercado de petróleo e pagar o risco de não serem pegos no contrapé pelo imprevisível Trump. Petrobras (SA:PETR4) Os papéis da estatal surfaram com a pressão sobre o preço do petróleo. A PETR4 avançou 0,87% a R$ 27,68, enquanto a PETR3 (SA:PETR3) subiu 0,81% a R$ 31,12. O recuo dos caminhoneiros deflagrarem uma greve na semana que vem contribuiu para o otimismo com a empresa. O governo vai atender reajustar a tabela do frete mínimo de acordo com a variação do preço do diesel. Desta forma, dissipa-se o risco de interferência do Palácio do Planalto sobre a política de preço da estatal. Mas os investidores prosseguem cautelosos para não serem pegos de surpresa novamente, semelhante quando o governo vetou aumento do diesel no início do mês, embora vale lembrar que a decisão pode ter evitado uma paralisação dos caminhoneiros que teria trazido prejuízos maiores à própria Petrobras e à economia brasileira. Outras ações Marfrig (SA:MRFG3) avançou 6,97% e BRF (SA:BRFS3) subiu 6,86%, maiores altas do Ibovespa, conforme o setor de proteínas continua beneficiado por perspectivas de aumento de vendas para a China em razão do surto de peste suína africana naquele país. JBS (SA:JBSS3) subiu 3,84%. Minerva (SA:BEEF3), que não está no Ibovespa, ganhou 8,86%. Cielo (SA:CIEL3) valorizou-se 4,11%, antes da divulgação do balanço prevista para após o fechamento, um dia depois de encerrar na mínima desde fevereiro de 2012, reflexo do aumento da competição no setor de meios de pagamentos. Apenas em abril, a ação acumulava até a segunda-feira perda de 15,5 por cento. O Itaú BBA espera resultado fraco no primeiro trimestre e não descarta revisão no guidance da empresa. *Com Reuters
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