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FECHAMENTO: Espera por decisão de juros deixa índices sem direção; Ibov cai

17 junho 2019 - 19h08Por Investing.com
A expectativa de decisões de política monetária no Brasil e em principais banco centrais do mundo mantém os investidores sob cautela, contribuindo para os principais índices a operar sem direção única na primeira sessão da semana marcada por feriado no Brasil. Indicadores apontando ou confirmando desaceleração projetam, ao menos, mudanças nos comunicados das reuniões de política monetária para corte de juros nos encontros seguintes. Além da reunião do Copom na quarta-feira, os investidores locais estiveram atentos à movimentação da política em Brasília, novamente marcada pela escalada de tensão com as decisões do governo Bolsonaro e novos atritos entre Executivo e Legislativo. O pedido de demissão do presidente do BNDES, Joaquim Levy, no domingo, após ser fritado publicamente pelo presidente Jair Bolsonaro, é o novo capítulo de risco de intervencionismo econômico no governo. O caldeirão político contribuiu para a queda do Ibovespa no dia, seguindo direção contrária do exterior. O principal índice acionário brasileiro caiu 0,43% a 97.623,25, operando com ligeira alta durante boa parte da sessão. O volume financeiro negociado foi de R$ 20,3 bilhões, em sessão marcada pelo vencimento das opções, com 59,09% dos papéis fechando no negativo. A demissão de Levy novamente trouxe declarações críticas do presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ), qualificando o episódio de “covardia sem precedentes” em evento promovido pelo canal BandNews. Maia também defendeu, no mesmo evento, o parecer do relator da reforma da Previdência na Comissão Especial, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), após críticas na sexta-feira do ministro Paulo Guedes. Na sexta, Maia já havia rebatido Guedes e afirmou que a tramitação da reforma no Congresso ocorreu graças aos parlamentares, apesar do governo, chamando-o de “usina de crises”. Além disso, o presidente da Câmara renovou o protagonismo da Câmara ao falar da tramitação da reforma tributária. Maia disse que, após a reforma da Previdência na Comissão Especial, será instalada uma comissão para tratar da tributária. Exterior em compasso de espera Os principais índices em Wall Street andaram de lado na sessão desta segunda-feira, com exceção da Nasdaq que apresentou uma alta mais significativa. Dow Jones subiu 0,09%, S&P 500 teve ganhos de 0,05%, enquanto Nasdaq saltou 0,62%. A ausência de novidades em relação à disputa comercial entre EUA e China e a espera da decisão de juros do Fed contribuíram para uma sessão sem direção, que também foi observada no dólar. No Brasil, a moeda americana fechou estável a R$ 3,9005, alta de 0,03%. No exterior, o Índice Dólar, que mede a força do dólar ante uma cesta de seis moedas, também ficou estável, com queda de 0,01% a 97,57. Em relação à guerra comercial, os investidores aguardam algum indício para o encontro bilateral entre o presidente dos EUA Donald Trump e o líder chines Xi Jinping durante o fim do mês na Cúpulo do G-20 no Japão. Trump manifestou interesse no encontro, além de ameaçar aumentar a tarifa se a China feche um acordo, embora os chineses não se manifestaram sobre o assunto. Já o corte da taxa de juros do Fed é evento precificado para o mercado. A reunião de quarta-feira traz uma expectativa baixa de corte, diferentemente do encontro seguinte em julho, na qual a probabilidade de ao menos um corte de 0,25 ponto percentual é de 85,6%. As apostas para ao menos dois cortes de 0,25 é de 63,4%. A taxa de juros está atualmente no intervalo entre 2,25-2,5%. Opep desalinhada derruba petróleo Os preços do petróleo caíram quase 2% na segunda-feira após uma reportagem da Reuters mostrar que o Irã e a Rússia encerraram as negociações sem acordo em relação a próxima reunião da OPEP + será realizado. O ministro da Energia da Arábia Saudita, Khalid al-Falih, indicou no fim de semana que a reunião da OPEP em 25 de junho e a conferência do cartel em 26 de junho com seus aliados não-membros, chamada OPEC +, estava mais ou menos fora do ar porque a Rússia não estava de acordo com essas datas. Os sauditas lideram a Opep, mas o Irã é um membro importante, sendo o quarto maior exportador de petróleo do mundo. A Rússia também é um aliado-chave da Opep, sendo o segundo maior exportador de petróleo depois dos Estados Unidos. O petróleo WTI, negociado em Nova York, caiu 58 centavos, ou 1,1%, a US$ 51,93 por barril. O U.K. Brent, referência mundial e cotado em Londres, caiu US $ 1,08, ou 1,7%, para US$ 60,93 por barril. Os touros não conseguiram impor sua pressão altista do preço mesmo com a desestabilização geopolítica no Irã. O país dos aiatolás vai enriquecer urânio acima da capacidade estabelecida no acordo nuclear de 2015. O Irã cobrou os europeus a pressionarem os EUA a levantarem as sanções que prejudicam as exportações de petróleo. Ações - EMBRAER (SA:EMBR3) subiu 0,54%, após a fabricante de aeronaves ter anunciado no início da manhã que assinou contrato com a United Airlines para até 39 jatos E175, em acordo avaliado em 1,9 bilhão de dólares, segundo preços de lista. - PETROBRAS subiu 0,2% e PETROBRAS ON (SA:PETR3) teve queda de 0,1% respectivamente. A estatal anunciou que prevê realizar ainda em 2019 um teste de longa duração em uma das áreas com potencial para produção de gás natural descobertas em águas profundas na bacia de Sergipe, a maior da empresa desde o pré-sal, em 2006. - VALE (SA:VALE3) recuou 2,3%, na esteira dos futuros do minério de ferro na China, que caíram com o mercado focando nas perspectivas de maiores embarques do Brasil. A mineradora afirmou na semana passada que espera retomar em breve sua mina de Brucutu (MG), com capacidade anual de 20 milhões de toneladas. - GOL avançou 2,2%, após um tribunal de apelação autorizar nesta segunda-feira que a Avianca Brasil prossiga com um leilão, no qual espera-se que venda seus direitos de pousos e decolagens em aeroportos. As duas maiores companhias aéreas do país, a Latam Airlines e a Gol (SA:GOLL4), devem participar do leilão. - VIA VAREJO valorizou-se 2%. A família Klein retomou na sexta-feira o controle da companhia em leilão na B3. O GPA (SA:PCAR4) teve alta de 0,9%. - IRB (SA:IRBR3) BRASIl avançou 3%, recuperando-se da queda de sexta-feira, após notícia de que o governo federal e a BB (SA:BBAS3) Seguros planejavam vender suas fatias na resseguradora até julho por meio de uma oferta de ações pesou nos papéis. - BANCO INTER, fora do Ibovespa, recuou 2,9%, após correntistas afirmarem em redes sociais que os saldos de suas contas correntes estavam zerados. Segundo o banco, houve uma "instabilidade na visualização de saldo em uma pequena parcela de contas" que já estava normalizado. *Reuters contribuiu com essa matéria

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