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Economatica

Empresas não-financeiras têm receita maior no 1º tri, mas lucro cai, diz Economatica

19 junho 2020 - 18h30Por Redação SpaceMoney

A Economática, desenvolvedora de sistemas de análises de investimentos, comparou os resultados das empresas não financeiras de capital aberto listadas na bolsa brasileira. Entre outros resultados, o relatório divulgado mostra que a receita líquida operacional de 2020, de R$ 383,2 bilhões, é 7,2% maior do que a de 2019.

O custo de produtos vendidos (CPV) registrou aumento de 8,6%; e o lucro EBIT, calculado antes das despesas financeiras, fechou o primeiro trimestre de 2020 com R$ 41,6 bilhões, valor 17,7% superior ao do ano de 2019.

Essas despesas financeiras são basicamente compostas pelos juros pagos sobre as dívidas e pela variação de câmbio que as empresas podem ter em moeda estrangeira. No primeiro trimestre deste ano, com o dólar tendo 28,98% de valorização, as despesas financeiras foram altas. Isso pode explicar o prejuízo observado este ano: as empresas listadas na bolsa tiveram prejuízo de R$ 6,48 bilhões no começo de 2020, enquanto no ano de 2019 o lucro das mesmas empresas foi de R$ 13,3 bilhões.

Estes são alguns dos outros fatores comparados pela Economática em seu relatório: 

Dívida bruta das empresas: R$ 959,3 bilhões em 2020, ou 23,9% superior ao de 2019;

Dívida líquida: R$ 592 bilhões em 2020, ou 12,7% superior ao de 2019;

Caixa: R$ 366,5 bilhões em 2020, ou 47,4% superior ao de 2019;

Margem bruta: 27,74% em 2020, ou 0,92 pontos percentuais (p.p.) inferior à de 2019;

Margem EBIT: 10,86% em 2020, ou 0,97 pontos percentuais superior à de 2019;

Margem líquida: -1,69% em 2020, ou 5,44 pontos percentuais menor do que à de 2019, que foi de 3,74%.

Rentabilidade sobre patrimônio anualizado: 5,77% em 2020, ou 3,98 pontos percentuais menor à de 2019.

A amostra não considerou as empresas Petrobras, JBS, Suzano, Oi Brasil e Azul, porque registram "prejuízo muito elevado no primeiro trimestre de 2020". Segundo o levantamento, "os prejuízos destas empresas estão entre os 20 maiores prejuízos trimestrais históricos das empresas de capital aberto brasileiras".

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