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mercados de capitais

Emissões e empresas brasileiras em mercados de capitais atingem R$ 34 bi em julho

10 agosto 2020 - 18h24Por Investing.com

Por Gabriel Codas, da Investing.com - No decorrer do mês de julho, as emissões das empresas brasileiras no mercado de capitais totalizaram R$ 34 bilhões, de acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Segundo a entidade, o volume representa o segundo maior resultado de 2020, atrás apenas do mês de fevereiro, quando foram registrados R$ 47,3 bilhões. No acumulado do ano, o total de R$ 185,5 bilhões representa queda de 20,7% em relação ao mesmo período de 2019.

"Mesmo no início da pandemia, os mercados de capitais não pararam de funcionar, ainda que tenham adotado um ritmo mais lento. Vemos agora uma retomada, principalmente das emissões de ações. Diversas empresas têm iniciado ou retomado seus processos de IPO (oferta inicial) na bolsa, buscando financiar seus projetos por meio deste instrumento", afirma José Eduardo Laloni, vice-presidente da Anbima.

O destaque de julho ficou com a renda variável: sete ofertas foram realizadas no mês - o maior número desde o início do ano. O volume de R$ 13,9 bilhões, entretanto, ficou atrás de fevereiro, quando cinco operações totalizaram R$ 27,4 bilhões. No ano, as emissões somam R$ 50,8 bi, pouco acima do montante registrado entre janeiro e julho do ano passado (R$ 49,9 bilhões).

Na renda fixa, as emissões de debêntures totalizaram R$ 5,9 bilhões em julho, o que representa queda de 40,8% em relação a junho. Mesmo assim, o instrumento tem a maior participação no volume total de emissões no mercado de capitais este ano, de 29,5% (R$ 54,7 bi). Já as notas promissórias, cujas emissões bateram recorde mensal em abril (de R$ 13,1 bilhões), caíram para R$ 23 milhões em julho.

Veja os fatores que influenciaram os mercados nesta segunda-feira (10)

FIIs

Os fundos imobiliários, híbridos entre renda fixa e variável, captaram R$ 4,5 bilhões em julho, acompanhando a performance positiva do segmento imobiliário neste ano, mesmo após o início da pandemia. No acumulado de 2020, as captações com estes instrumentos chegam a R$ 23,1 bilhões, o que representa aumento de 48,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No mercado externo, sete negócios foram realizados em julho, todos de renda fixa, no total US$ 3,7 bilhões (R$ 19,6 bilhões). O montante é 48,2% maior do que o verificado no mesmo período de 2019. No ano, até julho, foram 20 operações no exterior, entre renda fixa e variável, somando R$ 92,1 bilhões (US$ 19,6 bilhões).

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