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Embraer salta mais de 17% com interesse de estrangeiros após desistência da Boeing

29 maio 2020 - 12h48Por Investing.com
Por Gabriel Codas Investing.com - No começo da tarde desta sexta-feira as ações da Embraer (SA:EMBR3) têm forte disparada com a notícia que fabricantes estrangeiros de aviões estão rondando a companhia semanas após a Boeing abandonar os planos para uma combinação histórica na aviação comercial, disseram pessoas familiarizadas com o assunto com exclusividade para a Reuters. Por volta das 12h05, os ativos tinham alta de 17,62% a R$ 8,24. A chinesa COMAC sinalizou interesse em cooperação com a unidade comercial da terceira maior fabricante de jatos do mundo. A Irkut, da Rússia, também estudou o caso, disseram outras duas, apesar de a empresa negar interesse na Embraer. A Índia, outra potência aeroespacial em ascensão focada principalmente na defesa, mas com um enorme mercado civil, também sinalizou interesse ao estudar o assunto, disseram fontes. Isso coloca o destino da Embraer no centro do chamado grupo de nações do BRIC, com cada um exibindo seus palpites, enquanto gigantes ocidentais Airbus e Boeing se recuperam da crise dos coronavírus. A COMAC e o ministério da aviação civil da Índia não responderam aos pedidos de comentários. Uma porta-voz da Irkut negou qualquer interesse ou conversa sobre a Embraer. A Embraer não comentou. A COMAC e a Irkut estão desenvolvendo aeronaves para competir diretamente com a Airbus e a Boeing no movimentado mercado de até 150 assentos. Os planos da China são vistos como os mais avançados. Um acordo com a Embraer agregaria experiência em engenharia e suporte global, mas também entraria em conflito com jatos regionais menores e comercialmente menos bem-sucedidos desenvolvidos pelos dois países. Uma fonte da indústria russa disse que a controladora da Irkut, a Rostec, está se concentrando nos programas existentes MS-21 e Superjet. Embora tenha investido pesadamente em peças e manutenção, a Índia é o pretendente menos visível no setor aeroespacial comercial, sem outro projeto ativo de uma aeronave de 14 lugares chamada SARAS. Mas existe um requisito potencial para o desenvolvimento de um jato regional de 80 a 90 lugares - uma categoria ocupada pela Embraer - para o projeto UDAN, assinado pelo primeiro-ministro Narendra Modi, para expandir os serviços aéreos para pequenas cidades. R.K. Tyagi, ex-presidente da Hindustan Aeronautics, estatal, disse que escreveu ao governo pedindo que ele se movesse rapidamente. “Qualquer país com ambições analisará isso. Sinto que essa é uma boa oportunidade. O preço (valuation) está baixo e se conseguirmos o controle de um programa de aeronaves moderno e comprovado, será um grande salto.” Funcionários do governo Modi e um grupo de estudo do governo estão juntando uma nota, mas nenhuma representação formal foi feita no Brasil até agora, disse um funcionário ciente dos planos. *Com Reuters
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