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Destaques: reunião na Europa e alta do petróleo

19 junho 2020 - 09h04Por Investing.com

Por Geoffrey Smith 

Investing.com - É um final relativamente calmo para uma semana movimentada, com poucos dados econômicos ou balanços no calendário.

E o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, dificilmente acrescentará muito ao que disse ao Congresso quando participar de uma conferência mais tarde. Seus colegas Eric Rosengren e Loretta Mester podem ter algo mais atualizado a dizer. 

Os líderes da UE se reúnem para discutir seu plano de recuperação, mas os mercados estão moderados antes do vencimento trimestral de opções e futuros de ações. 

Os preços do petróleo estão subindo novamente, à medida que a narrativa de reabertura econômica domina os temores da "segunda onda". 

Veja o que você precisa saber nos mercados financeiros na sexta-feira, 19 de junho

1. Enxurrada de oradores do Fed

Quatro altos funcionários do Federal Reserve preencherão o vazio criado pela falta de dados econômicos e balanços nesta sexta-feira. O presidente do Fed de Boston, Eric Rosengren, faz a bola rolar às 9h15 (horário de Brasília), e é seguido pelo presidente Jerome Powell, pelo principal supervisor bancário Randall Quarles e por Loretta Mester, do Fed de Cleveland, ao longo do dia.

Com Powell já tendo passado dois dias esta semana conversando com o Congresso, não está claro o que mais resta a ser dito sobre o curso da economia, além da reação das autoridades aos últimos dados do mercado de trabalho e à sustentabilidade da recuperação até agora.

2. Líderes da Europa se reúnem

Os líderes da União Europeia discutirão a proposta da Comissão Europeia de um pacote de recuperação de 750 bilhões de euros (US$ 840 bilhões) que inclui, de maneira controversa, subsídios de 500 bilhões de euros aos Estados membros, o que foi visto como um grande passo em direção a transferências fiscais mais formais dentro do bloco.

Eles também discutirão o novo quadro orçamentário plurianual da UE, o que obviamente significa que não há chance de grandes decisões na reunião, já que a UE invariavelmente discute essas questões ao longo de meses. No entanto, a música ambiente será importante, com líderes ansiosos para transmitir aos mercados e eleitores que levam a sério a gestão da crise atual.

3. Ações devem abrir em alta em dia volátil

As ações devem abrir em alta novamente, após um fechamento misto na quinta-feira. A sexta-feira marca o vencimento dos contratos de opções, de índices e de ações, o que gera volatilidade elevada.

Às 8h37, o contrato Dow Jones 30 Futuros subia 268 pontos ou 1%, enquanto o contrato de futuros do S&P 500 subia 0,9% e o Nasdaq 100 Futuros subia 0,9%.

O clima está sendo apoiado por, entre outras coisas, notícias de que a operadora de cinema Cinemark reabrirá a maioria de seus cinemas até o final de julho, sem exigir que os visitantes usem máscaras, enquanto a JetBlue começará a vender passagens para 30 novas rotas sob sua estratégia pós-pandêmica.

4. Libra desliza com a recuperação do varejo no Reino Unido ofuscada pelas notícias da dívida

As vendas no varejo do Reino Unido se recuperaram mais acentuadamente do que o esperado em maio, mas as notícias foram ofuscadas por outros dados que mostram o forte aumento da dívida do governo como resultado da pandemia.

As vendas no varejo subiram 12% em relação ao que provavelmente será o ponto mais baixo do ciclo em abril, bem acima das expectativas. No entanto, o Escritório de Estatísticas Nacionais disse em comunicado separado que a dívida nacional havia excedido 100% do PIB pela primeira vez desde 1963, devido aos pesados ​​empréstimos iniciados pelo governo para pagar por suas medidas de mitigação de crises.

A libra atingiu uma mínima de três meses em relação ao euro e um novo piso para o mês em relação ao dólar, com o sentimento ainda sendo prejudicado pela aparente relutância do Banco da Inglaterra em aumentar o estímulo monetário na quinta-feira. O BoE aumentou suas compras de flexibilização quantitativa em 100 bilhões de libras (US$ 125 bilhões), mas indicou que o ritmo da compra de títulos desacelerará.

5. Petróleo atinge US$ 40 após garantia da Opep+

Os preços do petróleo americano subiram acima de US$ 40 o barril pela primeira vez em 11 dias após a garantia de que o grupo de produtores da Opep+ está em grande parte mantendo seu acordo de restrição à produção.

Às 8h37, os futuros do WTI haviam diminuído levemente, subindo 2,6%, para US$ 39,86, enquanto o contrato de referência global Brent subia 2%, para US$ 42,33 por barril.

Em outros lugares, Kirill Dmitriev, chefe do fundo soberano russo e negociador-chave nas negociações da Opep+, disse que não vê sentido em estender ainda mais os cortes de produção atuais para além do final de julho, dada a recuperação da demanda. Os cortes devem começar a diminuir em agosto.

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